Três medalhas em três dias. Para já, a média é irrepreensível. Mas desengane-se quem ache que são medalhas conquistadas por um atleta olímpico ao terceiro dia de Jogos Olímpicos de Inverno. Três é o número de medalhas que já se partiram ainda com 13 dias de Jogos pela frente. O defeito não está nas próprias medalhas, mas nas fitas que as seguram ao pescoço dos galardoados, que parecem soltar-se com facilidade, segundo conta a BBC Sports. Os organizadores garantem que a situação está a ser investigada “com a máxima atenção”.
As medalhas que são entregues aos melhores atletas do mundo há mais de um século estão por isso a dar que falar — e são os próprios protagonistas a mostrá-lo. Breezy Johnson, que conquistou a medalha de ouro na prova feminina de esqui alpino downhill no domingo, mostrou a sua medalha partida na conferência de imprensa depois do evento. “Então, aqui está a medalha. E aqui está a fita”, explicou Johnson aos jornalistas. “E aqui está a pequena peça que deveria ser colocada na fita para prender a medalha e, sim, soltou-se.”
A atleta da equipa dos Estados Unidos deixou um apelo: “Não saltem com elas. Eu estava a saltar de alegria e ela partiu-se. Tenho a certeza de que alguém vai arranjá-la. Não está completamente partida, mas está um pouco danificada”.
“A minha medalha não precisa da fita”, brincou Alysa Liu, a patinadora artística que ganhou a medalha de ouro pela equipa dos Estados Unidos na prova por equipas de patinagem artística, no Instagram. Num caso semelhante ao de Johnson, a atleta exibe o seu prémio, com a medalha numa mão e a fita na outra.
Também a equipa alemã de biatlo teve problemas com as suas medalhas de bronze e mostrou tudo num vídeo publicado na mesma rede social. Quando um elemento da equipa salta de alegria, a sua medalha solta-se facilmente da fita à volta do pescoço e cai no chão. “Não são feitas para serem celebradas?”, questiona a equipa na publicação.
O problema poderá estar relacionado com o sistema de fixação das fitas, que inclui um mecanismo de segurança concebido para se romper automaticamente quando sujeito a força excessiva. A solução cumpre normas destinadas a prevenir riscos de estrangulamento para quem usa a medalha ao pescoço, adiantou uma fonte próxima do processo citada pela Reuters.
Andrea Francisi, diretor de operações dos Jogos, já comentou o estranho caso das medalhas partidas, garantindo estar “ciente da situação”: “Estamos a tentar perceber em detalhe se há algum problema”, referiu.
“Estamos a dar a máxima atenção a este assunto, pois a medalha é o sonho dos atletas, por isso queremos que, no momento em que lhes for entregue, tudo esteja absolutamente perfeito, porque realmente consideramos que é o momento mais importante. Por isso, estamos a trabalhar nisso”, disse Francisi numa conferência de imprensa na segunda-feira.
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