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A população de Leiria reuniu-se esta noite numa vigília em homenagem às vítimas da depressão Kristin, lembrando ainda as milhares de pessoas que ainda continuam se eletricidade e sem comunicações.

Na Fonte Luminosa, várias pessoas, em silêncio e de vela na mão, uniram-se para lembrar quem perdeu a vida. “Viemos homenagear os que partiram, mas também aqueles que ainda não têm luz“, referiu à Lusa João Marques.

A viver no Soutocico, na freguesia do Arrabal, a eletricidade já chegou à habitação deste habitante, mas as comunicações não. “A minha avó mora nos Marrazes e está sem luz e sem aquecimento há 13 dias“, constatou.

Após um minuto de silêncio pela memória dos falecidos, Gonçalo Lopes afirmou que o momento serve para “deixar uma mensagem de conforto às famílias enlutadas e ao povo de Leiria”.

O presidente da Câmara de Leiria exaltou ainda o “herói” que perdeu nesta segunda-feira a vida quando “fazia a sua missão” de procurar restaurar a eletricidade.

O autarca lembrou ainda que há várias pessoas no concelho há 13 dias sem eletricidade. “Enquanto houver um leiriense sem luz, vamos estar na linha da frente”, disse.

Aproveitou o momento para agradecer a “todos os voluntários que se têm dedicado a ajudar o próximo, mesmo com os seus telhados destelhados” e “todos os que têm vindo a Leiria”.

“Vamos reerguer Leiria com o esforço coletivo de todos”, rematou.

Um homem morreu nesta segunda-feira e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin, disseram à agência Lusa várias fontes.

Segundo o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), a vítima mortal tem 37 anos e o ferido, cujo estado era desconhecido, 40 anos.

Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.

Fonte oficial da E-Redes confirmou que as vítimas, um morto e um ferido grave, são funcionários da empresa Canas que estavam ao serviço da operadora.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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