O piloto neerlandês Max Verstappen (Red Bull) criticou esta quinta-feira os novos regulamentos técnicos da Fórmula 1, comparando os atuais monolugares a carros de “Fórmula E com esteroides”.

Falando no final do segundo dia de testes de pré-temporada, em Sakhir, Bahrain, o tetracampeão mundial (2021 a 2024) disse que os carros atuais não são “muito Fórmula 1”. “Parece mais Fórmula E com esteroides. Mas o regulamento é o mesmo para todos, por isso, temos de lidar com isso”, ironizou o neerlandês, de 28 anos.

O piloto da Red Bull, que este ano equipa motores Ford, terminou nos lugares mais baixos da tabela de tempos do dia.

O Ferrari do monegasco Charles Leclerc foi o mais rápido, fazendo a melhor das 139 voltas efetuadas com o tempo de 1.34,273 minutos, menos 0,511 segundos do que o campeão do mundo em título, o britânico Lando Norris (McLaren).

“A condução não é muito divertida”, atirou Verstappen sobre o seu RB22, cujo motor foi concebido na sede da Red Bull Racing, na cidade inglesa de Milton Keynes.

O piloto neerlandês insistiu: “Isto simplesmente não é Fórmula 1. Talvez seja melhor pilotar na Fórmula E, não? Porque aí tudo gira em torno da energia, da eficiência e da gestão. Por isso, sim, em termos de condução, não é muito divertido”.

O novo regulamento técnico relativo a motores e chassis veio alterar profundamente os monolugares da principal disciplina do desporto automóvel: os 22 carros da grelha, com aerodinâmica revista, utilizam motores híbridos, compostos em 50% por componente térmica e 50% elétrica, dispondo ainda de um novo botão de boost para acelerações súbitas em manobras de ultrapassagem.

“Também sei todo o trabalho que foi feito nos bastidores, e do lado do motor também”, concedeu.

Estes segundos testes terminam na sexta-feira.

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