Dois agentes federais foram suspensos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa), tendo sido acusados por Todd Lyons, líder interino da agência, de fazer “declarações falsas” sobre um encontro que acabou com um detido ferido na perna e que tinha sido descrito pelas autoridades como “violento”. Porém, provas de vídeo aparentam mostrar o contrário, diz Lyons.
Segundo a emissora NBC News, Lyons admitiu que os agentes podem mesmo ser despedidos e acusados criminalmente por terem “mentido sob juramento“, algo que classificou como um “crime federal sério”. Por enquanto, porém, o caso vai ser investigado pela procuradora federal no Minnesota. “Violações deste voto jurado sagrado não vão ser toleradas“, acrescentou.
Os procuradores federais já tinham avançado para arquivar as acusações de agressão contra dois homens venezuelanos, Alfredo Alejandro Aljorna e Julio Cesar Sosa-Celis, este último o que foi baleado. Na nota publicada na quinta-feira, a procuradoria indicava que “provas recém encontradas” demonstravam que o processo criminal era “materialmente inconsistente com as alegações contra eles“.
A suspensão dos dois agentes é a segunda do género durante a campanha anti-imigração que a Administração Trump tem levado a cabo no estado do Minnesota e que já matou duas pessoas, Alex Pretti e Renee Nicole Good. A primeira suspensão foi dos dois agentes que mataram Pretti, no fim de janeiro.
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