A OpenAI contratou Peter Steinberger, o criador da plataforma de agentes de inteligência artificial (IA) OpenClaw. Criada em novembro de 2025, como uma plataforma de código aberto, a OpenClaw permite que os utilizadores usem um agente que age de forma autónoma para realizar tarefas e que pode ser integrado com outros serviços.
A popularidade da OpenClaw e do seu agente Clawbot tem crescido ao longo das últimas semanas, projetando o austríaco Steinberger para entrevistas em que surge como “o criador da viral OpenClaw”. A ideia é que os utilizadores possam desenvolver agentes que podem ser executados sem grandes complicações, a partir do computador pessoal. Já do lado da segurança, a OpenClaw tem sido alvo de críticas: há alertas sobre o risco de fornecer informações como palavras-passe ou dados de cartões de crédito a um agente.
Agora, Steinberger vai juntar-se à OpenAI, a empresa de IA que criou o ChatGPT. Num anúncio feito este domingo à noite na rede social X, o CEO Sam Altman revelou que o austríaco “vai juntar-se à OpenAI para impulsionar a próxima geração de agentes pessoais”.
“É um génio com muitas ideias incríveis sobre o futuro de agentes muito inteligentes a interagirem uns com os outros para fazer tarefas úteis pelas pessoas”, disse Altman. Além disso, o CEO revelou que espera que a área de agentes “se torne rapidamente” uma das “ofertas principais” de produto da OpenAI.
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Outra das novidades sobre esta contratação é que a OpenClaw “passará a fazer parte de uma fundação como um projeto de código aberto que a OpenAI continuará a apoiar”, explicou o fundador da OpenAI. “O futuro vai ser extremamente composto por múltiplos agentes e é importante para nós apoiar o código aberto como parte disso.”
Peter Steinberger is joining OpenAI to drive the next generation of personal agents. He is a genius with a lot of amazing ideas about the future of very smart agents interacting with each other to do very useful things for people. We expect this will quickly become core to our…
— Sam Altman (@sama) February 15, 2026
Também Peter Steinberg fez uma publicação sobre a passagem para a OpenAI. Começou por dizer que “o último mês foi um turbilhão”, confessando que “não esperava que o seu projeto de brincar levantasse tantas ondas”. Ao podcast de Lex Fridman, o programador austríaco explicou que desenvolveu a plataforma OpenClaw em cerca de uma hora e que, no início de fevereiro, já tinham sido criados 1,5 milhões de agentes.
“Há uma série de possibilidades que se abriram para mim, inúmeras pessoas tentaram empurrar-me em várias direções, deram-me conselhos, perguntaram como podiam investir ou o que ia fazer.” O programador admitiu “ver completamente como é que a OpenClaw se poderia tornar numa empresa enorme”, mas referiu que não pretende seguir esse caminho. “O que quero é mudar o mundo, não criar uma grande empresa e juntar-me à OpenAI é a forma mais rápida de levar isso a toda a gente”, declarou.
O criador da OpenClaw referiu ainda que passou “a última semana em São Francisco”, em contacto “com os principais laboratórios” da IA. Mas acabou por escolher a dona do ChatGPT. “Em última instância, senti que a OpenAI era o local correto para continuara a impulsionar a minha visão e a expandir o seu alcance.”
Na sua curta vida, a OpenClaw já mudou de nome pelo menos duas vezes: já foi a Moltbot e também a Clawdbot. O fundador da plataforma afirmou que teve de abandonar o nome Clawdbot depois de ser contactado pela Anthropic, que se queixou do nome demasiado parecido com o seu agente Claude.
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