Foi revelada a identidade do astronauta que ficou doente, obrigando a missão Crew-11 a regressar antecipadamente à Terra. Trata-se do norte-americano Mike Fincke, que confirmou esta quarta-feira ter sido retirado do espaço por razões médicas após um episódio ocorrido no dia 7 de janeiro a bordo da Estação Espacial Internacional.
A revelação foi feita pelo próprio Fincke num comunicado divulgado nas redes sociais da NASA, esclarecendo dúvidas a que a agência não tinha respondido para salvaguardar a privacidade dos seus profissionais. “Enquanto me encontrava a bordo da Estação Espacial Internacional, sofri um evento médico que exigiu a atenção imediata dos meus incríveis companheiros de tripulação. Graças à rápida resposta e à orientação dos nossos médicos de voo, o meu estado foi rapidamente estabilizado”, escreveu.
NASA is sharing the following information at the request of NASA astronaut Mike Fincke: pic.twitter.com/J3UsExd94H
— NASA (@NASA) February 25, 2026
Na altura, a NASA informou apenas que um dos quatro tripulantes enfrentava uma situação médica “urgente”, recusando divulgar a identidade ou a natureza do problema, procedimento habitual para proteger os astronautas. Após avaliação clínica em órbita, a agência concluiu que a opção mais segura seria antecipar o regresso de toda a tripulação (Zena Cardman, Mike Fincke, Kimiya Yui e Oleg Platonov).
NASA antecipa regresso de missão por problemas de saúde de um dos astronautas
A cápsula Crew Dragon, da SpaceX, regressou sem incidentes e amarou no oceano Pacífico, ao largo de San Diego, a 15 de janeiro, sendo depois rebocada para um navio de apoio. Foi a primeira evacuação médica realizada pela agência espacial norte-americana NASA.
Fincke agradeceu aos colegas, às equipas da NASA e da SpaceX e aos profissionais de saúde do Scripps Memorial Hospital La Jolla, onde foi avaliado após o regresso. “O profissionalismo e a dedicação garantiram um resultado positivo“, sublinhou no comunicado.
O astronauta encontra-se agora em recondicionamento pós-voo no Centro Espacial Johnson, em Houston, e garante estar “muito bem”. “Os voos espaciais são um privilégio incrível e, por vezes, recordam-nos o quão humanos somos. Obrigado a todos pelo apoio”, concluiu.