Acompanhe o nosso liveblog sobre guerra no Médio Oriente
A UE vai disponibilizar 100 milhões de euros em ajuda humanitária ao Líbano, anunciou esta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, indicando que o bloco já entregou 40 toneladas de material de assistência.
Ursula von der Leyen disse ter falado por telefone com o Presidente do Líbano, Joseph Aoun, a quem transmitiu a “solidariedade da Europa”, na sequência dos bombardeamentos israelitas, de acordo com uma mensagem publicada nas redes sociais.
Good call with President Joseph Aoun.
I expressed Europe’s solidarity with Lebanon and its people.
We are providing EUR 100 million in humanitarian support.
Yesterday, we delivered over 40 tonnes of supplies and we plan to organise more humanitarian flights.
I welcome the…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) March 11, 2026
“Estamos a mobilizar 100 milhões de euros em ajuda humanitária. Ontem [terça-feira] entregámos 40 toneladas de material de ajuda e planeamos organizar ainda mais voos humanitários”, referiu.
Von der Leyen saudou a decisão do Governo libanês de proibir as atividades militares do movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah, assim como o apelo de Beirute para que “cessem todas as hostilidades”.
“Temos de garantir um Líbano soberano e estável para o seu povo”, defendeu a presidente do executivo comunitário.
Há cerca de uma semana, o Hezbollah começou a visar território israelita no seguimento do início, em 28 de fevereiro, dos bombardeamentos israelo-americanos no Irão e da morte, que jurou vingar, do ex-líder supremo da República Islâmica Ali Khamenei.
Em resposta, Israel iniciou uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e o leste do Líbano, além dos arredores do sul de Beirute. Os bombardeamentos israelitas prosseguira, enquanto o Hezbollah tem continuado alguns ataques de impacto limitado contra o norte do Estado hebraico.
Este início da violência, enquadrada na guerra do Irão, surgiu 15 meses depois de o Líbano e Israel terem chegado a um acordo de cessar-fogo para pôr fim a outro conflito, que já tinha causado mais 4.000 mortos no país entre 2023 e 2024.
Apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024, Israel nunca deixou de alvejar alegadas posições do Hezbollah no Líbano, acusando o movimento xiita de sucessivas violações da trégua e manter as capacidades militares.
Desde o início da atual guerra no Irão, Israel lançou centenas de ataques aéreos nos arredores de Beirute, Vale de Bekaa e no sul do país, onde expandiu as posições militares que já ocupava antes do cessar-fogo.
De acordo com dados divulgados, na terça-feira, pela Unidade de Riscos e Desastres libanesa, pelo menos 570 pessoas foram mortas, mais de 1.400 ficaram feridas e cerca de 759.000 estão deslocadas no Líbano devido aos bombardeamentos israelitas.
Sobe para 570 número de mortos no Líbano na sequência de ataques israelitas
A intensa ofensiva aérea obrigou 759.300 pessoas a abandonar as suas casas, embora este número reflita apenas o número de deslocados que se registaram junto das autoridades competentes, indicou aquela unidade.