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Mensagens de teor racista, xenófobo e misógino causam polémica na Universidade de Coimbra

Este artigo tem mais de 6 meses

Provedoria do Estudante da Universidade de Coimbra já iniciou diligências para apurar os factos. Mensagem foi difundida num grupo de Whatsapp do ensino superior na cidade com mais de 800 membros.

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▲Universidade de Coimbra já veio expressar o seu repúdio pelo polémico incidente

Dukas/Universal Images Group via

▲Universidade de Coimbra já veio expressar o seu repúdio pelo polémico incidente

Dukas/Universal Images Group via

A partilha de mensagens de cariz racista, xenófobo e misógino num grupo de Whatsapp de estudantes do ensino superior em Coimbra, com mais de 800 membros, está a causar polémica entre os alunos, noticiou esta segunda-feira o jornal Correio da Manhã.

O caso já levou a Provedoria do Estudante da Universidade de Coimbra a desencadear “diligências para o apuramento dos factos e envolvidos” neste caso, embora, segundo o comunicado divulgado, tal tenha ocorrido “fora do âmbito das atividades promovidas pela Universidade de Coimbra”.

“Neste contexto, a Universidade de Coimbra reitera o seu compromisso centenário com o respeito por todos os membros da academia, independentemente da nacionalidade, sexo, género, orientação sexual, origem racial/étnica ou crença religiosa. E vai continuar a promover ambientes de aprendizagem respeitadores, inclusivos e que valorizem a riqueza da diversidade humana, rejeitando de maneira inequívoca qualquer forma de discriminação ou discurso de ódio”, lê-se na nota da Provedoria do Estudante.

Também a Associação Académica de Coimbra (AAC) já veio tomar uma posição pública sobre este episódio na última semana, expressando “o seu mais profundo e veemente repúdio perante os lamentáveis episódios de racismo e misoginia recentemente ocorridos, envolvendo a Universidade de Coimbra e o Instituto
Politécnico de Coimbra”.

Considerando que “o racismo e qualquer forma de discriminação são atentados flagrantes aos valores da liberdade, igualdade e dignidade” da comunidade académica de Coimbra, a AAC alerta para a necessidade de chegar aos responsáveis e que sejam tiradas consequências.

“Não há espaço para o ódio ou para a exclusão na nossa cidade e nas nossas instituições de ensino. É de maior importância que se conduza uma investigação rigorosa e a tomada de providências consequentes por parte das autoridades competentes”, refere numa publicação na rede social Facebook.

De acordo com o jornal, as mensagens terão alegadamente tido origem na Coimbra Business School ISCAC, do Instituto Politécnico de Coimbra. A partilha pelos elementos supostamente envolvidos terá ainda incluído conteúdos de apologia ao nazismo.

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