Siga neste artigo em direto as principais novidades desta quarta-feira sobre a atualidade política portuguesa

Em Pombal, para a cerimónia de 19.º aniversário da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o ministro da Administração Interna destacou o trabalho que está a ser feito para minimizar o risco de incêndio nas zonas que foram mais afetadas pelas tempestades do início do ano, prevenendo um verão “muito duro”. Essa missão será levada a cabo por uma “equipa multidisciplinar” bastante elogiada esta quarta-feira por Luís Neves.

“Temos um modelo de avaliação de risco das zonas mais afetadas — onde as populações mais pequenas podem ser seriamente afetadas — para podermos fazer o nosso trabalho durante estes meses. (…) O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas [ICNF] está em vários territórios a [fazer] queimas controladas”. Em quatro municípios, estruturas militares já estão (ou vão estar) a cortar madeira para abrir caminhos — “algumas começam hoje [outras] na segunda-feira”.

Esse trabalho, segundo o ministro, está a ser feito em “condições de grande adversidade e de enorme preocupação” face aos riscos “acrescidos” que se avizinham. “Há muito combustível que está no terreno, estamos a fazer o nosso trabalho para, no mais curto espaço de tempo possível, podermos minimizar esses estragos”.

Luís Neves aproveitou para destacar o trabalho do Governo — que envolve vários ministérios — na organização e prevenção dos incêndios que ocorrem no verão. “Estou profundamente feliz de fazer parte desta equipa, estamos a organizar, estamos a prevenir, estamos a ir para o terreno, estamos a agir. E tudo isso dá uma tranquilidade que de outra forma não teríamos”.

Em resposta aos jornalistas, não se comprometeu com um prazo para limpar todas as árvores que caíram durante as tempestades e que podem tornar-se um problema acrescido nos esforços de prevenção dos fogos florestais. “Equipa multidisciplinar [do Governo] está comprometida em limpar, cortar, abrir e queimar o máximo possível”.

“É a primeira vez que se organiza uma reunião desta natureza, multidisciplinar, com total confiança”, remata. Para este trabalho, cada município e comunidade intermunicipal contribuirá com os meios técnicos disponíveis.