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A Assembleia da República aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, um voto de pesar pela morte do arquiteto Sérgio Fernandez, aos 89 anos, destacando a “marca indelével” que deixou na arquitetura portuguesa.
“Sérgio Fernandez deixa uma marca indelével na arquitetura portuguesa. A sua obra, desenvolvida ao longo de décadas, traduziu com rigor e sensibilidade os princípios do movimento moderno às especificidades do território e da cultura portugueses”, lê-se no voto de pesar apresentado pelo BE.
Os deputados realçam que “do Bairro do Leal à requalificação do Cinema Batalha e do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em parceria com Alexandre Alves Costa no Atelier 15”, o arquiteto “construiu espaços que respeitam as pessoas e o lugar”.
Sérgio Fernandez formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), foi professor na Escola do Porto, onde “formou gerações de arquitetos, transmitindo não apenas conhecimento técnico, mas também uma ética de responsabilidade social e rigor profissional”.
“O seu compromisso com a democracia e a justiça social expressou-se na participação no programa SAAL após o 25 de Abril de 1974, no apoio à criação do Bloco de Esquerda e em múltiplas iniciativas cívicas pela preservação da memória da resistência à ditadura e da construção da democracia portuguesa”, termina o texto.
O arquiteto e professor emérito da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) Sérgio Fernandez morreu no passado dia 26 de março.
Sérgio Fernandez nasceu no Porto, em 1937.