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Trump ordena bloqueio do Estreito de Ormuz depois de ter dito que iria começar a abrir o corredor marítimo

Este artigo tem mais de 6 meses

No sábado Trump declarou que iria começar a abrir o Estreito. Este domingo, depois das negociações falhadas, ameaça com o bloqueio ao corredor marítimo e ameaça quem pagar ao Irão.

epa12837379 US President Donald J. Trump responds to a question from the news media as he walks to board Marine One on the South Lawn of the White House in Washington, DC, USA, 20 March 2026.  EPA/SHAWN THEW / POOL
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SHAWN THEW / POOL/EPA

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Ao fim de 21 horas de negociações em que Irão e Estados Unidos saíram do Paquistão sem acordo, Donald Trump anuncia o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz.

Na rede social Truth Social, numa mensagem longa, o Presidente dos Estados Unidos anuncia esse bloqueio, ao mesmo tempo que deixa um conjunto de ameaças — a quem pagar portagens ao Irão e ao próprio Irão que, “no momento oportuno”, verá “as nossas Forças Armadas porem fim ao pouco que resta do Irão”.

Donald Trump assume que as negociações fracassaram apontando uma razão, a mais importante, declara. O Irão não se mostra disponível para abdicar das suas ambições nucleares, acusa Donald Trump, não cumprindo, também, a abertura do Estreito de Ormuz. No sábado, Trump tinha declarado que iria começar a libertar o Estreito e este domingo ameaça: “Conforme prometeram, é bom que comecem o processo de abrir este corredor internacional. E depressa!”

Ainda assim, sem esperar por essa abertura, Donald Trump anuncia o bloqueio do Estreito de Ormuz.

“Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz”, assumindo que “em algum momento, chegaremos a um ponto em que ‘TODOS PODEM ENTRAR E TODOS PODEM SAIR’”.

O Presidente dos Estados Unidos fala das minas colocadas no Estreito de Ormuz como “EXTORSÃO MUNDIAL” e, acrescenta, “os líderes dos países, especialmente os Estados Unidos da América, jamais se deixarão extorquir”.

Por isso diz ter instruído a Marinha a “intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham feito o pagamento de portagens ao Irão. Ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”.

E reforça a ameaça: “Qualquer iraniano que atire contra nós ou contra embarcações pacíficas vai para o inferno! O Irão sabe, melhor do que ninguém, como ACABAR com esta situação que já devastou o seu país”.

“O bloqueio começará em breve. Outros países participarão desse bloqueio. O Irão não poderá lucrar com esse ato ilegal de extorsão. Eles querem dinheiro e, mais importante, querem armas nucleares”.

No sábado foi registado pouco movimento de petroleiros e, segundo as empresas de monitorização, passaram três navios — um com a bandeira grega, dois com a bandeira chines.

JD Vance: “Precisamos de um compromisso afirmativo de que o Irão não procurará ter uma arma nuclear”

Para Donald Trump, os encontros no Paquistão até correram bem e “o acordo em muitos pontos foi alcançado”, mas no único ponto que “interessa” não houve acordo. E esse ponto é o do programa nuclear. J Vance também já tinha feito referência a esta intransigência do Irão. O Irão está, acrescenta Trump, inflexível neste assunto importante. “E como tenho dito desde o início o IRÃO NUNCA TERÁ UMA ARMA NUCLEAR”.

Volta a frisar que os Estados Unidos acabaram com a marinha e a força aérea iraniana, o sistema antiaéreo e o sistema de radar do Irão “são inúteis”, Khomeini e “a maioria dos seus “líderes” estão mortos, tudo por causa da ambição nuclear deles”.

E termina dizendo que, “no momento oportuno, estaremos totalmente ‘preparados para a ação’, e as nossas Forças Armadas porão fim ao pouco que resta do Irão”.

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