Mais de mil profissionais da indústria do cinema e do audiovisual assinaram uma carta aberta contra a proposta da fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount, noticiou esta segunda-feira a agência Reuters.
Os signatários, entre os quais nomes como Jane Fonda, Joaquin Phoenix e Mark Ruffalo, consideram que concorrência no mercado irá cair se a proposta se concretizar, defendendo que a fusão poderá traduzir-se em menos oportunidades para criadores, pressão sobre o emprego em toda a cadeia de produção, aumento de custos e menor diversidade de conteúdos para o público.
Warner Bros confirma que recebeu nova proposta da Paramount. Empresa oferece 31 dólares por ação
O documento lembra, ainda, que as anteriores fusões (como a da Disney e 20th Century Fox, em 2019) já tiveram efeitos negativos, reduzindo o número de filmes produzidos e limitando a diversidade de histórias.
A concretizar-se, a fusão juntaria dois dos maiores estúdios de Hollywood e respetivos catálogos e conteúdos, incluindo as plataformas de streaming Paramount+ e HBO Max, numa única oferta. A Netflix ainda tentou comprar a empresa para criar um gigante do streaming, mas acabou ultrapassada pela Paramount, que fez uma oferta maior e chegou a um acordo para a aquisição.
O que é que a Warner Bros tem para abrir uma guerra de milhões entre a Paramount e a Netflix?
A Warner Bros. Discovery, empresa de entretenimento que detém as sagas de Harry Potter e Batman, apresenta um catálogo de filmes diversificado, incluindo clássicos como Casablanca ou O Feiticeiro de Oz. Nos últimos meses, o estúdio registou uma sequência de filmes com resultados fortes ao nível da bilheteira, entre os quais Sinners, de Ryan Coogler, e One Battle After Another, de Paul Thomas Anderson.
Também a HBO mantém uma posição relevante no mercado de televisão por subscrição, com séries como Euphoria, The Gilded Age e The White Lotus. O catálogo mais amplo da Warner Bros., que inclui personagens como Bugs Bunny e séries como Friends e Game of Thrones, reforçaria a competitividade da Paramount.
[As testemunhas, os relatórios, as fotos e os vídeos que desvendam como Renato Seabra matou Carlos Castro em Nova Iorque. “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o novo Podcast Plus do Observador, conta os bastidores nunca revelados da investigação a um crime brutal. Uma série em seis episódios, narrada pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir o primeiro episódio, aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music]