O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, garantiu esta quarta-feira que “não vai ser utilizada nenhuma ferramenta para catalogar, hierarquizar e vigiar jornalistas”, referindo-se à contratualização da NewsWhip pela Secretaria-Geral do Governo.
“Enquanto eu estiver no Governo, seja com a ferramenta NewsWhip, seja com uma legião de assessores, seja com o que se quiser, não é uma prática aceitável”, afirmou o ministro na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da sua audição regimental.
“Não é uma prática que tenha acontecido com este Governo nem com a Secretaria-Geral por tudo o que eu pude apurar”, sublinhou.
Leitão Amaro reiterou ainda que o objetivo da ferramenta não é “nenhum Big Brother nem nenhuma versão de nenhum instrumento de controlo”, acrescentando que não foi contratado “nenhum serviço para catalogar e fazer rankings de jornalistas”.
Na segunda-feira, a Secretaria-Geral do Governo esclareceu que a ferramenta contratada da irlandesa NewsWhip é “um tipo de ‘clipping’ moderno” que pesquisa em fontes abertas e de conteúdos públicos e rejeitou que tal seja para monitorizar jornalistas, sendo que o contrato tem por objeto a aquisição de uma plataforma digital avançada de análise preditiva, assente em inteligência artificial (IA).
Em comunicado, a Secretaria-Geral do Governo “rejeita liminarmente” que a ferramenta tenha sido contratada para “a catalogação e monitorização de jornalistas ou de vigilância geral”.
De acordo com a informação que consta no Portal Base, publicada em 01 de abril, trata-se da “aquisição de uma plataforma digital avançada de análise preditiva” para a Secretaria-Geral do Governo à NewsWhip Media Ltd, por 39.999,96 euros.
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