O rapaz de 14 anos acusado de matar a mãe e vereadora da Câmara Municipal de Vagos Susana Gravato, foi esta sexta-feira foi alvo de uma medida de internamento em regime fechado durante três anos, com revisão a cada seis meses, decidiu o Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito do Processo Tutelar Educativo instaurado pelo Ministério Público após a ocorrência em outubro de 2025, escreve o Correio da Manhã.
O tribunal justificou a intervenção prolongada referindo que o menor “não demonstrou arrependimento”. “O jovem não tem consciência clara da sua conduta, nem da sua gravidade extrema”, afirmaram os responsáveis durante a leitura da sentença, citados pela CNN Portugal. A juíza, na sua intervenção, disse que o tribunal deu como provado que o jovem matou a mãe com dois tiros na cabeça.
Foi tido em conta que, no seu depoimento, o jovem confessou o crime, descrevendo com precisão os factos. A juíza referiu ainda que o jovem não se emocionou, tendo mantido a mesma expressão facial quando descreveu a forma como deu os dois tiros na mãe e sem apontar qualquer razão para atentar contra a vida da mãe.
O julgamento decorreu à porta fechada, sendo o menor acusado de homicídio qualificado. Segundo a CNN Portugal, o internamento deverá ser no centro educativo de Santo António, mas o destino do jovem poderá ser alterado caso o centro escolhido não reúna as condições educativas consideradas essenciais pelo tribunal.