As instalações fabris instaladas em Portugal dedicadas à fabricação de veículos incrementaram em 5% a produção no primeiro trimestre do ano, gerando 85.268 unidades, a esmagadora maioria destinada aos mercados de exportação (98,5%), com cerca de 92% a terem como destino os países da União Europeia. Isto reforça o peso da indústria automóvel nacional no equilíbrio da balança comercial portuguesa.
Entre os veículos produzidos, o destaque vai para os ligeiros de passageiros, que subiram 8,2% no trimestre, atingindo 67.399 unidades, em grande parte devido ao contributo do novo VW T-Roc saído da Autoeuropa, sendo que não é de desprezar as versões de passageiros dos pequenos furgões comerciais ligeiros fabricados em Mangualde, com os vários emblemas das marcas da Stellantis (Peugeot, Citroën, Opel e Fiat). Esta fábrica esteve sobretudo em evidência no capítulo dos comerciais ligeiros, com 17.357 unidades, ainda assim a representar uma quebra de 4,2% face ao mesmo período de 2025.
Menos representativa foi a produção de veículos pesados durante o 1.º trimestre que, ao registar somente 512 unidades, caiu 39,2% quando comparada com o ano anterior. Este valor faz referência a camiões e autocarros, sendo os primeiros os modelos Fuso Canter, produzidos pela Mitsubishi Fuso Truck Europe (a antiga Tramagal, hoje integrada na Mercedes Trucks), com os autocarros a serem fabricados pela Caetano Bus, em Vila Nova de Gaia. Daqui saem sobretudo as versões eléctricas, alimentadas por bateria, além das eléctricas que geram a bordo a energia de que necessitam, através de células de combustível a hidrogénio.
O maior mercado a receber as exportações de veículos nacionais foi a Alemanha, com 19,5%, seguido da Itália (14,6%) e da Turquia (13,6%), com a França a ocupar o 4.º lugar do ranking dos melhores clientes da indústria automóvel portuguesa. Por regiões, a Europa liderou de forma evidente (com 92%), enquanto África foi o 2.º mercado com 2,8%, tendo na Tunísia o país que mais se destacou, com 1,1%. O continente americano chamou a si a 3.ª posição, com 2,4%.