O primeiro-ministro britânico reiterou no Conselho de Ministro desta terça-feira que não se vai demitir e assinalou que não foi acionado o processo de contestação da sua liderança que está previsto nos estatutos do Partido Trabalhista. “Assumo a responsabilidade por estes resultados eleitorais e assumo a responsabilidade de concretizar a mudança que prometemos”, afirmou Keir Starmer num comunicado oficial do seu gabinete publicado na sequência da reunião.
O futuro da liderança do partido e do governo britânico foi principal tema do Conselho de Ministros desta terça-feira, após mais de 100 deputados terem pedido que Starmer deixasse o cargo. “As últimas 48 horas foram desestabilizadoras para o governo e isso tem um custo económico real para o nosso país e para as famílias”, lamentou o primeiro-ministro. “O país espera que continuemos a governar. É isso que estou a fazer e o que devemos fazer enquanto governo.”
Além disso, o primeiro-ministro escudou-se no facto de os deputados do Partido Trabalhista ainda não terem desencadeado formalmente um processo para contestar a sua liderança do partido — algo que pode ser feito, segundo as regras do partido, por um mínimo de 81 deputados, que está próximo do número de eleitos que já pediram que Starmer se demita. “O Partido Trabalhista tem um processo para contestar a liderança e esse processo não foi acionado”, assinalou o primeiro-ministro britânico no mesmo comunicado.
Depois do Parlamento, a pressão para a queda de Keir Starmer passou a ser feita por membros do governo britânico. Miatta Fahnbulleh, secretária de Estado da Descentralização, Religiões e Comunidades, tornou-se a primeira governante a demitir-se na atual crise política no Reino Unido, exigindo a demissão do atual primeiro-ministro. “Exorto o primeiro-ministro a fazer o que é certo para o país e para o partido e a estabelecer um calendário para uma transição ordenada”, escreveu nas redes sociais.
Governo de Starmer tem primeira baixa: secretária de Estado demite-se e exige transição de poder