Um recluso, preso preventivamente por roubo, fugiu na manhã desta segunda-feira do Estabelecimento Prisional (EP) de Ponta Delgada, nos Açores. Segundo um comunicado da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), o homem subiu a rede do pátio, mas acabou recapturado.

A fuga foi “sempre acompanhada” pelos guardas prisionais que dispararam para o ar para dissuadir o recluso, que acabou por ser recapturado a 500 metros do EP. Segundo o jornal local Açores 9, o homem ainda se atirou ao mar durante esta fuga — o limite sul da cadeia (o muro do pátio) está separado do mar por apenas uma estrada.

Depois de ter sido apanhado, este recluso de 34 anos “foi colocado em medida cautelar de confinamento enquanto decorre o competente processo disciplinar e a sua afetação a regime de segurança”, acrescentou a direção dos serviços prisionais.

Este não é o primeiro episódio semelhante a acontecer neste EP nos últimos tempos. Ainda este mês, outro recluso de 34 anos, condenado por tráfico de droga, fugiu durante o período de recreio. Nas quatro horas que esteve desaparecido, o homem (com historial por outras fugas) conseguiu refugiar-se numa casa devoluta próxima da prisão.

Apesar da grande multidão que percorria a ilha naquele dia devido às festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, o fugitivo acabou recapturado.

Face a este historial de várias fugas (duas apenas este mês), os sindicatos da guarda prisional têm questionado a falta de obras. Esta segunda-feira, a DGRSP lembrou que “a empresa a quem foram adjudicadas as obras de reforço da segurança dos muros exteriores do EP de Ponta Delgada aguarda a chegada dos materiais, vindos do Continente, para executar a obra”.

A direção dos serviços prisionais também prometeu medidas excecionais para travar estas fugas. “Uma vez que o EP de Ponta Delgada só tem um pátio para recreio a céu aberto foi determinada, durante os períodos de recreio a que legalmente os reclusos têm direito, a presença de elementos do corpo da guarda prisional junto aos locais do pátio com maior fragilidade de segurança”, lê-se no comunicado enviado às redações.