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Aeroporto de Lisboa põe em causa a "credibilidade internacional de Portugal", acusa associação de comércio, hotelaria e restauração

Associação Avenida, que reúne comércio, hotelaria e cultura na zona da Avenida da Liberdade, alerta que constrangimentos prejudicam competitividade turística e investimento estrangeiro em Portugal.

A maior parte dos controles de embarque do aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, está a funcionar, registando-se às 10h00, dez voos cancelados e uma longa fila para a recuperação de bagagem perdida, 29 de abril de 2025. TIAGO PETINGA/LUSA
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▲A suspensão do Sistema de Entradas e Saídas (EES) está descartada para este ano

TIAGO PETINGA/LUSA

▲A suspensão do Sistema de Entradas e Saídas (EES) está descartada para este ano

TIAGO PETINGA/LUSA

A pouco mais de um mês da chegada do verão, o Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, já regista filas que chegam a quase duas horas. A “profunda preocupação” com as “crescentes dificuldades verificadas no acesso aéreo a Portugal” levaram a que 150 associados dos setores do comércio, hotelaria, restauração, cultura e serviços em Lisboa publicassem nesta quarta-feira uma carta aberta a solicitar medidas concretas para resolver os longos tempos de espera nos controlos de fronteira e resolução para as dificuldades operacionais na “experiência de chegada desorganizada” à capital portuguesa.

Direcionado às entidades responsáveis pela gestão das fronteiras, turismo e infraestruturas nacionais, o documento assinado pela Associação Avenida lamenta a “frequência crescente” com que recebe relatos de turistas, investidores e visitantes internacionais que se queixam do terminal aéreo. Tal “contrasta com a imagem de excelência que o país promove além-fronteiras”, afirma o texto divulgado nas redes sociais.

Esta semana, a companhia aérea irlandesa Ryanair criticou mais uma vez nas suas redes sociais as filas no Humberto Delgado e fez um apelo ao Governo de Portugal para que suspenda o novo sistema de controlo de passaportes. O ministro das Infraestruturas reconheceu os prejuízos para a imagem do país e afirmou que a sua pasta está a investir em equipamentos e recursos humanos, com previsão de melhoria para o mês de junho. A suspensão do Sistema de Entradas e Saídas (EES) — que chegou a ocorrer em 2025 e foi defendida pelo presidente da Câmara de Lisboa na terça-feira — permanece descartada para este ano até ao momento.

A Associação Avenida, que reúne mais de 150 associados na Avenida da Liberdade e arredores, afirma que os constrangimentos na operação aeroportuária afetam a competitividade turística da cidade, a experiência e satisfação dos visitantes e a atratividade do investimento estrangeiro. “O esforço de promoção internacional é fragilizado quando a experiência de entrada no país não acompanha esse posicionamento”, afirma a entidade que diz representar “o principal eixo premium e internacional de Lisboa e uma das mais relevantes montras económicas do país”.

As empresas exigem “o reforço imediato dos recursos humanos nos controlos fronteiriços, a aceleração da modernização tecnológica e da automatização de processos, a melhoria da coordenação operacional nos aeroportos, o planeamento estrutural ajustado à procura atual e futura e a criação de condições de acolhimento compatíveis com um destino internacional de excelência”.

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