A administração norte-americana quer criar no Quénia um centro para os cidadãos norte-americanos infetados com Ébola cumprirem a quarentena antes de regressarem aos EUA, avança o The Wall Street Journal.
A criação desta infraestrutura aguarda apenas aprovação por parte do governo queniano. Até agora, ainda não foram reportados casos de Ébola no Quénia — país africano que não faz fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), onde um surto recente se acredita ser a principal causa de 223 mortes.
Segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, as instalações planeadas pela administração norte-americana destinam-se principalmente a cidadãos norte-americanos que tenham sido expostos ao vírus ou que já tenham testado positivo.
Um alto dirigente do executivo de Trump garantiu ao jornal que as instalações projetadas seriam de última geração e concebidas para os americanos “que precisassem de sair rapidamente da RDC e ficar em quarentena”. A administração norte-americana já convocou membros do serviço uniformizado especializado em Saúde para trabalharem nas instalações a construir no Quénia.
Durante surtos anteriores de Ébola, os cidadãos norte-americanos expostos ao vírus puderam voltar aos EUA para cumprir o isolamento e para receber tratamento. Na semana passada, os EUA desviaram para o Canadá um avião da Air France com destino a Detroit, por suspeitas de que um passageiro pudesse estar infetado.
Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças afirmou que o risco de propagação do Ébola entre a população americana continua a ser baixo. No entanto, a administração Trump já restringiu as viagens de passageiros provenientes de países afetados pelo surto. Os EUA anunciaram na semana passada a suspensão dos vistos para viajantes, incluindo residentes permanentes, que tenham estado no Sudão do Sul, na República Democrática do Congo ou no Uganda nas três semanas anteriores à viagem para território norte-americano.