Nas cerimónias que assinalam o 82.º aniversário do Dia D, em que as tropas norte-americanas desembarcaram na Normandia, o secretário de Estado da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, sinalizou a necessidade de os países europeus reforçarem os seus investimentos na defesa, ao mesmo tempo que fala da “invasão” nas praias europeias “de ideologias diferentes e perigosas”.
“A Europa deve ser a primeira a garantir a sua própria defesa convencional”, declarou, apelando aos “aliados como a França a que encarem seriamente esta realidade” e pediu que o demonstrem com ações concretas. “A guerra revela a coragem real dos seus homens e de uma nação”, pedindo que se recordassem os militares que lutaram em junho de 1944, os “americanos extraordinários”. “O mundo foi salvo”. Para com eles “temos uma dívida de gratidão que nunca conseguiremos pagar”.
“Com os nossos aliados, a América salvou a civilização ocidental”. É igualmente um lembrete para o que é preciso. “Hoje que enfrentamos um ambiente de ameaça complexo aplicamos as lições que há 82 anos aprendemos nestas praias. Aliados fortes, cada um totalmente comprometido em fazer a sua parte, ganham guerras”, disse.
“A América liderará mas aliados capazes têm de estar connosco na linha da frente, ombro com ombro, quando for preciso”, declarando que “a liberdade não é gratuita. A paz não surge por desejo. É conquistada com propósito, com honra e com força. Os homens que desembarcaram nestas praias sabiam disso. A pergunta que nos fazemos é: será que nós também sabemos?”, disse Hegseth.
Na mesma cerimónia, Pete Hegseth fala nesse legado e relaciona-o com os atuais fluxos migratórios. “Infelizmente, hoje, praias europeias são invadidas por ideologias diferentes e perigosas. A Espanha, Itália, Grécia e Bulgária chegam barcos e homens. Quando é que as capitais europeias vão fazer alguma coisa em relação a esta invasão? Ou será demasiado tarde?”, dizendo acreditar que não. “Os homens restauraram a liberdade que tem de ser mantida”, concluiu Hegseth.