1229,2kWh poupados 1229,2 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Lula da Silva diz que "nunca foi esquerdista" em conversa no G7

"Todos esperavam que você fosse um esquerdista. Mas você não foi", disse a presidente do FMI durante uma conversa no G7. Lula interrompeu Georgieva e repetiu duas vezes "nunca fui esquerdista".

epa13043343 Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva attends a working session at the Hotel Royal during the G7 summit in Evian-les-Bains, France, 17 June 2026. The 52nd G7 Summit takes place in Evian-les-Bains from 15 to 17 June 2026.  EPA/YOAN VALAT
i

A conversa informal entre os três ocorreu nos bastidores da Cimeira do G7, em Évian-les-Bains, em França

YOAN VALAT/EPA

A conversa informal entre os três ocorreu nos bastidores da Cimeira do G7, em Évian-les-Bains, em França

YOAN VALAT/EPA

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, disse “nunca fui esquerdista” durante uma conversa, em França, com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

A conversa informal entre os três ocorreu nos bastidores da Cimeira do G7, em Évian-les-Bains, em França, e acabou divulgada durante a transmissão da organização do evento.

Na conversa com Georgieva e Merz, Lula começou por explicar que governos de direita, como os republicanos nos Estados Unidos e os conservadores na França, permaneceram mais tempo no poder que os chefiados pela esquerda.

“Nos Estados Unidos, os republicanos ficaram mais no governo que os democratas. Na França, os socialistas também ficaram bem menos tempo governando”, disse Lula aos dois, com auxílio do seu tradutor.

“O que isso prova? Que o mundo não é de esquerda“, declarou o Presidente brasileiro, arrancando gargalhadas do chanceler alemão.

“O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade”, completou.

Na sequência, a presidente do FMI lembrou o período em que Lula foi Presidente do Brasil pela primeira vez, ainda em 2003: “Todos esperavam que você fosse um esquerdista. Mas você não foi”.

Lula interrompeu Georgieva e repetiu duas vezes “nunca fui esquerdista”, ao que a chefe do FMI afirmou que “essa era a imagem da época”.

“Eu era um dirigente sindical com uma belíssima relação com o sindicalismo alemão. Tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação boa com a UGT da Espanha”, respondeu o chefe de Estado brasileiro.

Lula fundou, em 1980, a maior formação de esquerda do país, o Partido dos Trabalhadores (PT), e disputou as eleições para a Presidência do Brasil em 1989, 1994, 1998 e foi finalmente eleito em 2002 e 2006.

Desde que assumiu o terceiro mandato, em 2023, Lula tem sido crítico do próprio PT e da esquerda brasileira, por entender que a direita e grupos conservadores aproximaram-se de forma mais eficaz da sociedade brasileira na última década.

O petista, como são chamados os filiados no PT, entrou na vida pública como líder de um sindicato de metalúrgicos em São Paulo e liderou uma das maiores greves de trabalhadores do país na década de 1970, sendo preso pela ditadura militar.

O seu passado como líder sindical é utilizado pelo Presidente brasileiro para dizer que, na sua época, o PT conversava melhor e entendia melhor os clamores dos trabalhadores.

No entanto, as sondagens de popularidade do Presidente brasileiro realizadas por institutos de pesquisas ou pelo próprio Governo brasileiro revelam a dificuldade de Lula de converter os feitos dos Governos do PT em popularidade.

Embora tenha dito em França que nunca foi esquerdista, esta não é a mesma percepção que tem de Lula o setor do agronegócio e o mercado financeiro, conforme mostram sondagens no Brasil.

A Lusa pediu um comentário à Presidência da República sobre a declaração de Lula, sem resposta até ao momento.

No Brasil, a declaração de Lula no G7 tem sido celebrada nas redes sociais por militantes opositores e políticos adversários.

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança usou as redes sociais para dizer que agora a esquerda “quer fingir que nunca foi esquerda”.

“Quando a marca apodrece, eles trocam a embalagem, chamam de ‘meio’, ‘centro’, ‘democracia’ ou qualquer outro nome que esconda o velho projeto de sempre”, sublinhou.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.