O futebolista internacional marroquino Achraf Hakimi vai ser julgado por um crime de violação pela justiça francesa, anunciou esta sexta-feira o Tribunal de Recurso de Versalhes, que rejeitou o último recurso apresentado pela defesa do jogador do Paris Saint-Germain.
Apesar de ter recorrido até à última instância judicial para tentar arquivar o processo, Hakimi, que está a disputar o Mundial 2026 em representação de Marrocos, manifestou-se “ansioso” por poder responder em julgamento sobre o crime de que é acusado, com base na denúncia efetuada por uma mulher, em março de 2023.
“Estou à espera deste julgamento desde o primeiro dia. E agora estou ainda mais ansioso. Finalmente, poderei falar”, escreveu nas redes sociais o capitão da seleção marroquina, de 27 anos, que vai disputar esta sexta-feira o segundo jogo no Grupo C do Mundial 2026, com a Escócia, depois de ter empatado 1-1 na estreia, com o Brasil.
O defesa do Paris Saint-Germain, colega dos internacionais portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos na equipa pentacampeã francesa e bicampeã europeia, reafirmou a inocência e lamentou que o facto de ser uma figura publicamente exposta o tenha tornado num “alvo fácil”.
“O sistema judicial olhou-me nos olhos e disse: ‘Se não fosses famoso, não existiria este processo’. (…) Optei por permanecer em silêncio durante anos. Pensei que manter a dignidade, ser paciente e confiar no sistema judicial permitiria que as decisões corretas fossem tomadas”, observou.
La justice m’a regardé dans les yeux et m’a dit : « Si vous n’étiez pas connu, il n’y aurait jamais eu d’affaire. »
J’ai choisi de me taire pendant des années. J’ai pensé que rester digne, être patient et faire confiance à la justice permettrait que les bonnes décisions soient…
— Achraf Hakimi (@AchrafHakimi) June 19, 2026
Hakimi será julgado por um tribunal criminal da região de Paris, depois de ter sido acusado formalmente em março de 2023, pouco depois de uma mulher ter apresentado a queixa na esquadra de Nogent-sur-Marne, nos arredores de Paris.
Na acusação, a jovem, então com 24 anos, garantiu ter sido convidada por Hakimi para a residência do jogador marroquino, em Boulogne-Billancourt, região situada a cerca de 10 quilómetros do centro da capital francesa, acabando depois por o acusar de a ter violado.
Hakimi negou, desde o início, qualquer violação, admitindo apenas abraços e beijos mútuos e consentidos.