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O PS pediu esta sexta-feira a audição do ministro das Finanças sobre a política de nomeações de dirigentes e responsáveis da Administração Pública e do setor empresarial do Estado, alegando que têm sido feitas escolhas baseadas em critérios políticos.

No requerimento enviado esta sexta-feira à Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, o Grupo Parlamentar do PS escreve que, desde que o atual Governo tomou posse, “tem-se assistido a um amplo movimento de nomeações e substituições de dirigentes em organismos da Administração Pública e do Setor Empresarial do Estado, que tem suscitado legítimas questões quanto aos critérios que têm orientado essas escolhas aparentemente política”.

Os socialistas dizem-se preocupados com o que afirmam ser a “opção política subjacente a este movimento de substituição de dirigentes e titulares de cargos públicos”, acrescentando que estas trocas são muitas vezes feitas “sem concurso e desprovidas da necessária auscultação das populações e dos autarcas”.

“Mas, mais grave ainda, a reboque de reestruturações ou mudanças de estratégia internas, aquilo a que assistimos é uma aparente escolha de dirigentes assente em critérios de confiança política, em detrimento da continuidade e estabilidade institucional e, muitas vezes, da qualidade no exercício das funções”, critica o partido.

O PS argumenta que “muitas das escolhas efetuadas têm levantado interrogações quanto à adequação dos perfis designados às funções a desempenhar e quanto ao peso efetivamente atribuído a critérios de competência e experiência na seleção dos titulares de cargos públicos”.

“Estas decisões, transversais às várias áreas governativas, têm suscitado controvérsia, desde logo por força das ligações político-partidárias ou de proximidade governativa de alguns dos nomeados e por força dos custos associados a mudanças a meio dos mandatos, gerando um encargo difícil de explicar, contribuindo para alimentar dúvidas quanto aos princípios orientadores e às motivações da reorganização promovida pelo Governo”, acrescenta o PS.

O partido considera essencial que o Parlamento “possa obter esclarecimentos políticos sobre a orientação seguida pelo Governo” nesta matéria e pede a audição do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.