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Oligarca ucraniano ferido em explosão num prédio residencial no Mónaco. Autoridades procuram autor do ataque

Bomba detonou num prédio residencial na noite de segunda-feira no Mónaco. Pelo menos três pessoas ficaram feridas na explosão: um oligarca ucraniano de 58 anos, a mulher e o filho de 13 anos.

Explosão no Mónaco faz 3 feridos, entre os quais um oligarca ucraniano
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▲Ministro de Estado do Mónaco diz que este "foi provavelmente um ataque terrorista", mas Ministério Público diz que para já será tratado como tentativa de homicídio

AFP via Getty Images

▲Ministro de Estado do Mónaco diz que este "foi provavelmente um ataque terrorista", mas Ministério Público diz que para já será tratado como tentativa de homicídio

AFP via Getty Images

Acompanhe neste artigo em direto todos os desenvolvimentos sobre as tensões mundiais

Uma explosão num prédio residencial do Mónaco feriu Vadim Ermolaev, um oligarca ucraniano com nacionalidade cipriota desde 2019, e ainda dois familiares. Uma bomba, colocada na entrada do prédio, tinha sido detonada pelas 21h. O autor do crime fugiu e está agora a ser procurado pelas autoridades do Mónaco e de França.

Durante a noite de segunda-feira, um homem com umas calças beges e casaco escuro foi visto a colocar um pacote na entrada de um prédio residencial que fica num bairro muito próximo da fronteira com França. Pouco tempo depois, pelas 21h, o pacote rebentou, provocando uma explosão. De acordo com as autoridades, no interior estavam parafusos e projéteis.

O oligarca de 58 anos Vadim Ermolaev ficou gravemente ferido, assim como a sua mulher. Houve ainda um terceiro ferido, um jovem de 13 anos (que os jornais franceses, como o Le Figaro, dizem ser o filho do casal), com lesões menos graves, escreve o britânico Telegraph. Os três foram levados para um hospital em Nice e os adultos — que inicialmente corriam risco de vida — ficaram estáveis esta manhã. Na conferência de imprensa do Ministério Público, foi adiantado que a mulher ainda está em estado crítico.

Silvano Ippolito, que mora perto do local onde ocorreu a explosão, relatou à emissora francesa BFM que inicialmente julgava tratar-se de uma fuga de gás. Mas depois viu “uma mulher caída e coberta de sangue” na escadaria do prédio que “estava sem os pés”. Ao seu lado estava “um menino, que sangrava, no chão”.

Explosão no Mónaco faz 3 feridos, entre os quais um oligarca ucraniano

▲ Pacote foi colocado na entrada do prédio e explodiu às 21h

AFP via Getty Images

Oligarca foi sancionado no final de 2023

O residente não viu Vadim Ermolaev, o milionário que foi sancionado em dezembro de 2023, ao abrigo de uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky. Em causa esteve o facto de Ermolaev continuar a comercializar bebidas alcoólicas na Crimeia sob ocupação da Rússia, sendo que algumas das sanções que lhe são impostas agora incluem o congelamento de bens e restrições comerciais na Ucrânia.

Antes de entrar na lista negra da Ucrânia, Vadim Ermolaev já tinha renunciado à cidadania ucraniana e obtido nacionalidade do Chipre. Estávamos em 2019 quando tal aconteceu e cerca de três anos depois, quando se iniciou a invasão russa da Ucrânia, o oligarca saiu rapidamente do país em direção ao Mónaco.

Procurador-Geral: Caso está a ser tratado como uma tentativa de homicídio

Há suspeitas de que o autor do crime de segunda-feira — cuja imagem ficou registada em câmaras de vigilância — terá fugido a pé para Beausoleil, o município francês vizinho, e está agora a ser procurado pelas autoridades. Foram chamadas dezenas de agentes do Mónaco para procurar o suspeito e 30 agentes franceses (assistidos por dois helicópteros).

Para além dos três feridos, quatro pessoas tiveram de ser assistidas pelas equipas de socorro, muitas das quais tinham pequenos cortes causados pelos objetos projetados pela explosão.

O ministro de Estado do Mónaco, Christophe Mirmand, afirmou que este “foi provavelmente um ataque terrorista”. “Esta é a primeira vez na história, que eu saiba, que tal ato ocorre no principado”, disse, citado pelo Telegraph. O governante adiantou ainda que os serviços de informação estavam a investigar o histórico de todas as vítimas, com o objetivo de “determinar se outras pessoas estão a enfrentar ameaças específicas”.

Durante a manhã de terça-feira, em conferência de imprensa, o Procurador-Geral do Mónaco esclareceu que de um ponto de vista legal este caso está a ser tratado como uma tentativa de homicídio e não como um ato terrorista. Stéphane Thibault adiantou ainda que não há atualmente processos judiciais contra o oligarca que ficou ferido, estando ainda a decorrer investigações ao seu passado e também às circunstâncias do ataque. A Procuradoria do Mónaco avançou ainda que até ao momento o suspeito do ataque não foi capturado, estando a polícia francesa a trabalhar na reconstrução dos passos do homem.

O príncipe Alberto II do Mónaco classificou o ataque como um “crime hediondo” e “um choque para toda a comunidade”. “Confiamos nas autoridades para esclarecer rapidamente as circunstâncias desta tragédia, identificar os responsáveis ​​e dar todas as respostas. Mais do que nunca, o Principado de Mónaco permanecerá unido. A segurança da nossa comunidade sempre foi uma prioridade; continuará a ser assim, mais do que nunca, independentemente das ameaças”, lê-se num comunicado divulgado pelo palácio real do Mónaco.

Fonte policial ouvida pela emissora BFM, foi acionado o “Plan Rouge” (Plano Vermelho, na tradução literal). Trata-se de “uma estratégia de resposta pré-estabelecida para um incidente repentino que resulte — ou possa resultar — num grande número de vítimas. Permite a mobilização de recursos com base na quantidade de vítimas”, lê-se no site do Principado de Mónaco.

Notícia atualizada às 12h com mais informação

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