Os dez elementos da claque não oficial do Benfica, No Name Boys, detidos na semana passada por crimes violentos antes de um jogo de futsal a 19 de fevereiro deste ano, ficaram em prisão preventiva, revelou a CNN Portugal e confirmou o Observador. Todos os detidos terão a possibilidade de passar para prisão domiciliária e ficaram ainda proibidos de contactar os ofendidos.

No âmbito deste processo, que corre termos na 11.ª Secção do DIAP de Lisboa, foi determinado que existem “fortes indícios da prática de diversos crimes no contexto de um fenómeno desportivo”, adianta ao Observador fonte da Comarca de Lisboa.

Entre os ilícitos imputados contam-se a participação em rixa, homicídio qualificado na forma tentada, dano qualificado, arremesso de objeto, tráfico de estupefacientes e detenção de arma proibida.

Dez elementos dos No Name Boys detidos em megaoperação da PSP

Os membros dos No Name Boys foram detidos na quinta-feira, numa operação levada a cabo pela Polícia de Segurança Pública (PSP), como noticiou o Correio da Manhã.

Cerca de 45 minutos antes do jogo entre Sporting e Benfica em fevereiro deste ano, um grupo de 100 adeptos encarnados “furou” o cordão policial. Vindo do Campo Grande, o grupo atacou a “Casinha”, sede da claque Juventude Leonina, arremessando tochas e agredindo adeptos do Sporting. Os confrontos escalaram com a chegada de mais adeptos leoninos que estavam junto ao Pavilhão João Rocha, resultando em pelo menos um ferido grave na cabeça.

Os atos de violência ocorreram nas imediações do Estádio de Alvalade e junto ao Pavilhão João Rocha, o recinto das modalidades do Sporting que acolheu o referido dérbi de futsal. Em comunicado, a PSP confirmou na altura a detenção de 124 suspeitos — 63 afetos ao Benfica e 61 ao Sporting.

Da chegada dos casuais do Benfica à resposta dos adeptos do Sporting: como foi a rixa que levou a 124 detenções antes do dérbi de futsal

*Notícia atualizada às 12h com mais informações