Equipas de resgate no sudoeste da China recorreram esta segunda-feira a explosivos para remover rochas que as impediam de aceder à zona onde um deslizamento de terras provocou o colapso de várias estruturas, matando oito pessoas e causando o desaparecimento de outras 34 na sexta-feira passada.

Deslizamento de terras na cidade chinesa de Chongqing soterra pessoas e edifícios residenciais

O novo método foi usado depois de três dias de busca pelas pessoas que ficaram sob os escombros depois da movimentação de terrenos provocada por intensas chuvas na cidade de Chongqing, no condado de Pengshui. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram como a montanha desabou, arrastando os edifícios residenciais para a estrada principal, deslizando depois em direção ao rio Wujian.

A detonação realizada esta segunda-feira permitiu fragmentar uma enorme rocha que estava a dificultar o trabalho dos operacionais, avançou a televisão estatal chinesa CCTV, citada pela agência de notícias Reuters.

A tragédia levou mesmo o Presidente chinês Xi Jinping a apelar à realização de operações de busca e salvamento e a uma rápida investigação às causas do deslizamento de terras.

Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, a China ativou o nível II de resposta nacional para desastres geológicos e mobilizou equipas de emergência, bombeiros, forças de segurança e voluntários para o resgate.

As autoridades retiraram ainda mais de 1.100 pessoas da área afetada e destacaram equipas para analisar riscos geológicos e monitorizar a possibilidade de novos incidentes do mesmo tipo.

A China mantém alertas devido à previsão de chuva forte em várias províncias do país. Segundo a CCTV, oito rios nas regiões de Yunnan, Guangxi, Guangdong, Anhui e Xangai registam níveis acima daquele que leva ao alerta para possibilidade de cheias.

Texto editado por Dulce Neto