O incêndio no concelho de Alijó continua com duas frentes a arderem “com muita intensidade”, mas com os trabalhos a evoluírem favoravelmente apesar do vento forte e os dos difíceis acessos, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.
Num balanço pelas 23h10, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Miguel Fonseca, adiantou que o teatro das operações tem sido reforçado com meios de diversos pontos do país, para o combate às duas frentes ativas, e que se mantém cortado o Itinerário Complementar 5 (IC5) nos dois sentidos, entre Pópulo e Alijó, distrito de Vila Real.
Pelas 23h30, estavam no terreno 605 operacionais, apoiados por 168 meios terrestres, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). “Estamos a fazer constante avaliação no terreno para reposicionar os meios conforme necessário, temos trabalho para bastante tempo”, realçou Miguel Fonseca.
O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro explicou que pretendem aproveitar durante a noite “as janelas de oportunidade que vão surgindo”. “Os trabalhos estão a evoluir favoravelmente apesar da intensidade do vento e os difíceis acessos, pois neste momento já está em zona de montanha”, detalhou.
Miguel Fonseca explicou ainda que duas aldeias do concelho de Alijó, Freixo e Ribalonga, estiveram na linha do fogo, o que obrigou a ações de defesa do perímetro, além do combate direto às chamas.
Foram também preparadas ações de confinamento para a população, em articulação com a GNR, que não foram necessárias, acrescentou.
O alerta para o fogo foi dado pelas 13h35 na localidade de Agrelas, concelho de Alijó.