Os lucros da Repsol mais do que triplicaram até junho em comparação com o período homólogo, com um total de 2.201 milhões de euros (+265%), refletindo a subida dos preços do petróleo bruto e dos derivados.

Segundo os dados comunicados à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) de Espanha, o lucro líquido ajustado da empresa, que mede o desempenho dos negócios, atingiu 2.711 milhões de euros, um aumento de 134,7% em relação ao ano anterior, num contexto global volátil e com tensões nos mercados de energia decorrentes da guerra no Irão.

No seu relatório de resultados, a multinacional espanhola atribui o aumento do lucro líquido ao impacto de um efeito positivo no património líquido de 823 milhões de euros, ao contrário da situação no primeiro semestre de 2025, quando foi desfavorável em 400 milhões de euros devido à queda nos preços do petróleo bruto e derivados.

Segundo informações divulgadas ao mercado, a Repsol — que não possui ativos no Médio Oriente — já destinou 2.400 milhões de euros no primeiro semestre do ano para aumentar os stocks e garantir a continuidade do fornecimento de energia.

Em comunicado, a empresa revela que o Conselho de Administração aprovou um segundo programa de recompra de ações de até 500 milhões de euros, que se soma ao programa de 350 milhões já concluído. A empresa espera anunciar um terceiro programa de recompra em outubro.

Na mesma nota, o diretor executivo da empresa, Josu Jon Imaz, afirma que o conflito no Irão mostrou a importância da segurança do abastecimento e o papel essencial do petróleo e do gás para atender à procura global, sublinhando que a Repsol mantém o seu compromisso de “atender às necessidades da sociedade”, “reforçando a produção de combustíveis e aplicando descontos adicionais aos seus clientes num período crucial para o turismo espanhol”.

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