O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) pediu à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) que investigue o Centro de Sangue e da Transplantação do Porto (CSTP) por os médicos estarem, alegadamente, sujeitos a trabalho suplementar não remunerado.
O SMN refere, em comunicado enviado esta quinta-feira à Lusa, que há médicos que “continuam sujeitos a semanas de trabalho de 52 e 64 horas, sem remuneração do trabalho suplementar e sem os períodos de descanso legalmente previstos, na sequência de uma deliberação do Conselho Diretivo do [Instituto Português do Sangue e da Transplantação] IPST”.
“O sindicato alerta que esta situação compromete a segurança dos dadores, dos doentes e do sistema transfusional, exigindo a reposição da legalidade e a adoção urgente de medidas que protejam um serviço essencial do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, lê-se.
Este sindicato refere que fez uma participação à IGAS e à ministra da Saúde “para denunciar a degradação das condições de trabalho” no CSTP do IPST.
“A segurança das transfusões não pode depender de médicos em exaustão“, refere.
Ao Diário de Notícias, o IPST rejeitou estas críticas, apontando que as medidas adotadas no que diz respeito a trabalho suplementar tiveram como objetivo reorganizar a atividade clínica e assegurar uma gestão mais eficiente dos recursos humanos e garante que a resposta aos dadores de sangue não está comprometida.
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