As sanitas que não podiam ser descarregadas e torneiras vazias. Ambos os terminais do Aeroporto de Gatwick, um dos principais em Londres, estiveram com problemas no abastecimento de água ao longo do dia de domingo. Sem restaurantes e cafés disponíveis nos pontos comerciais dos terminais, os funcionários aeroportuários distribuíram garrafas de água pelos passageiros.

“Lamentamos a inconveniência causada e estamos a trabalhar em conjunto com a SES Water para retomar o abastecimento o mais rapidamente possível”, escreveu o aeroporto num comunicado divulgado nas redes sociais. Foi pelas 11h de domingo a falha foi denunciada inicialmente pela página deste aeroporto, mas a notícia que confirmava o regresso gradual da água aos terminais só chegou quase oito horas mais tarde.

Numa nova publicação pelas 19h14, o aeroporto de Gatwick garante continuar a trabalhar com a fornecedora de água, mas indica que a “pressão de água estava a começar a voltar ao normal”, e que as equipas estavam a reabrir as casas de banho.

A empresa responsável pelo abastecimento de água do aeroporto justificou nas redes sociais na manhã de domingo o problema: “Devido a uma série de complicações causadas por um corte de energia na nossa Estação de Tratamento de Água de Bough Beech, alguns clientes estão a sentir baixa pressão da água ou uma interrupção temporária no abastecimento”, escreveu, umas horas antes de garantir que as operações na estação já haviam sido retomadas.

As casas de banho, apesar de não estarem operacionais durante este período, foram reunindo grandes filas à porta, como descreveu uma passageira à imprensa britânica, que mencionou ainda um “cheiro a esgoto” que começou a emanar daqueles espaços. “As casas de banho estavam completamente fechadas, com sinais no exterior para impedir a entrada e um funcionário a garantir que ninguém entrava”, indicou.

Um outro passageiro, que se preparava para um voo transatlântico, descreveu o “caos” no terminal, onde “não deixavam ninguém ir à casa de banho”. “Tive de implorar para poder ir”, confessou Nick Hollings à SkyNews. “Os restaurantes estavam todos fechados. As pessoas não conseguiam beber café. Não conseguiam fazer comida fresca. Ainda dava para ir buscar uma sandes, mas era só isso”, apontou.