O veículo autónomo Zoox, da Amazon, foi reconhecido pela Administração Nacional de Segurança Rodoviária (NHTSA) norte-americana, o que significa que, à semelhança da Waymo, da Google, pode começar a transportar pessoas dentro das grandes cidades e cobrar por isso. A Amazon, que adquiriu a Zoox em 2020 por 1,2 mil milhões de dólares, quando esta ainda dava os primeiros passos nos veículos sem condutor, conseguiu arrancar com os testes em cidades como Austin e Miami em 2026, para agora poder evoluir para o transporte pago com a segurança reconhecida pela muito rígida NHTSA.

A decisão veio do secretário dos Transportes americano Sean Duffy, que, face aos resultados dos testes, aprovou a decisão de conceder à Zoox uma “isenção temporária” para exercer a actividade de robotáxi livremente na via pública, cobrando o transporte aos clientes. A Zoox vai agora colocar ao serviço do público 2500 unidades por ano do seu veículo, nos próximos dois anos.

4 fotos

A NHTSA avançou ainda que vai montar uma estrutura especificamente destinada a controlar de perto o funcionamento dos Zoox, de forma a garantir a eficiência do sistema de condução autónoma da Amazon. O objectivo é assegurar que não existem acidentes provocados pelos veículos sem condutor e que os clientes dos robotáxis não são expostos a situações menos seguras do que os que optam pelos táxis convencionais.

A Zoox, da Amazon, acaba assim por poder explorar o mesmo negócio da Waymo da Google, com outras empresas à espreita de uma oportunidade, como é o caso da Tesla e do seu robotáxi. Esta batalha entre as tecnológicas deixa para trás uma outra concorrente de peso, a Apple, que arrancou em 2014 com o Projecto Titan, o seu veículo autónomo, que abandonaria 10 anos depois sem o conseguir fazer funcionar correctamente, apesar de ter investido 10 mil milhões de dólares.

3 fotos

Se o negócio dos robotáxis é o primeiro objectivo de empresas como a Google e Amazon, que desenvolveram sistemas de condução autónoma, há uma segunda (choruda) fonte de rendimentos a aguardar que tudo esteja a funcionar na perfeição. Trata-se da venda aos fabricantes de automóveis e de camiões destes sistemas de “condução sem condutor”, chave-na-mão.