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Trump ameaça Irão com bloqueio naval total e exige "acordo ou rendição" para levantar cerco à costa iraniana

Presidente dos EUA criticou a atitude "incrivelmente hipócrita" do Irão ao se recusar a confirmar as negociações de paz entre os países. O Irão desmentiu estar em a negociar com Washington.

epaselect epa13147977 Iranians drive past an anti-US billboard at Enghelab Square in central Tehran, Iran, 03 August 2026. Tensions between Iran and the US over the Strait of Hormuz continue, as US President Donald Trump said negotiations will take place on 03 August 2026.  EPA/ABEDIN TAHERKENAREH RESTRICTIONS: NO Access Israel Media/Persian Language TV Stations Outside Iran/Strictly No Access BBC Persian/VOA Persian/Manoto TV/Iran International TV. (As mandated by Iran's Directorate General for Foreign Media) --
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a ameaçar Teerão e condicionou o levantamento do bloqueio naval

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a ameaçar Teerão e condicionou o levantamento do bloqueio naval

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a ameaçar, esta segunda-feira, Teerão e condicionou o levantamento do bloqueio naval ao território iraniano a “um acordo” ou a “uma rendição total”.

Através da sua rede social, a Truth Social, o líder norte-americano reiterou que estão em curso negociações entre os Estados Unidos e o Irão, uma alegação negada pela diplomacia de Teerão.

Donald Trump criticou a atitude “incrivelmente hipócrita” da liderança iraniana pela sua recusa em confirmar que está em conversações de paz com Washington.

“Pedem uma reunião, alguns diriam ‘imploram’, as conversas começam e outras são agendadas para o futuro próximo. No entanto, declaram aberta e orgulhosamente que não estão a negociar nada, que nada está a ser discutido e que estão apenas a lidar com Omã”, lamentou.

Para o dirigente norte-americano, Teerão está a recorrer “mais uma vez à sua retórica habitual, alegando que controlará firmemente o Estreito de Ormuz, quando na realidade já está sob o controlo absoluto da Marinha dos Estados Unidos”, referindo-se ao bloqueio militar imposto pela República Islâmica à navegação comercial desde o início da guerra.

“Nada vai para o Irão a menos que o permitamos, e nada acontecerá a menos que haja um acordo ou uma rendição total. Quer o Irão o admita ou não, o facto é que estamos a falar de uma solução para um problema que eles próprios criaram ao longo de décadas”, acrescentou.

O Presidente norte-americano reiterou que “o Irão nunca terá uma arma nuclear”, a propósito do programa de enriquecimento de urânio que foi usado como um dos argumentos para o lançamento da ofensiva israelo-americana em 28 de fevereiro e um dos temas centrais das negociações entre as partes.

Trump anunciou no domingo que Washington e Teerão retomariam esta segunda-feira as conversações de paz, após terem ficado paralisadas durante a escalada das hostilidades nas últimas semanas.

Segundo o líder da Casa Branca, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar pediram-lhe que suspendesse os ataques dos Estados Unidos na expectativa de um acordo com Teerão.

Trump afirmou ainda que o próprio Irão pediu a interrupção do plano de novos ataques, que descreveu como “o maior desde a Segunda Guerra Mundial”.

No entanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, desmentiu esta segunda-feira que a República Islâmica esteja em negociações com os Estados Unidos e que as questões relacionadas com Washington serão analisadas e decididas com base nos desenvolvimentos futuros.

Baghaei indicou que, atualmente, Teerão está apenas em conversações com Omã, focadas num acordo sobre uma rota que garanta a passagem segura dos navios pelo Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do crude mundial antes do conflito. A instabilidade securitária na zona fez disparar os preços internacionais dos bens petrolíferos.

Apesar de ambos os lados terem assinado um memorando de entendimento a 17 de junho para cessar os ataques militares e iniciar um diálogo durante dois meses com vista a um acordo de paz definitivo, as ofensivas cruzadas recomeçaram.

O aumento da tensão levou Teerão a repor as restrições no Estreito de Ormuz e Trump a ordenar o restabelecimento do bloqueio naval à costa iraniana.

[Os serviços secretos portugueses enfrentam uma crise de segurança sem precedentes: existe uma toupeira infiltrada no SIS. A suspeita é de que esteja a vender segredos da NATO à Rússia de Putin. E a confirmação final vai ser feita pelas secretas norte-americanas: a CIA traz o nome de um dos espiões mais antigos do serviço. Já estreou “A Vida Dupla do Espião Traidor”, o novo Podcast Plus do Observador. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

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