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Os Estados Unidos da América utilizaram quase todo o arsenal de mísseis balísticos de alta precisão na guerra contra o Irão, escreve a Reuters, citando três fontes familiarizadas com o tema. A situação está a fazer aumentar a preocupação sobre a prontidão militar dos EUA para futuros conflitos. Também o stock de mísseis de defesa aérea (que têm sido usados pelas forças norte-americanas para defender as bases no Médio Oriente) está em níveis baixos, segundo a imprensa norte-americana.

Quanto aos mísseis de caráter ofensivo, designados solo-solo ou terra-terra, como os ATACMS e os mísseis PrSM, os EUA usaram “praticamente todas” as armas destes tipos de que dispunham, de acordo com duas das fontes consultadas pela Reuters, que, no entanto, se recusaram a revelar quantos mísseis tem o exército norte-americano ainda em stock. As armas de longo alcance – que custam mais de um milhão de dólares cada – são uma parte importante do arsenal militar, permitindo ataques precisos a uma distância segura.

A drástica redução na disponibilidade de mísseis de precisão de longo alcance significa que os EUA poderão ter que optar por missões tripuladas e mais arriscadas caso Donald Trump decida retomar os ataques em larga escala contra o Irão. Questionada sobre o tema, a Casa Branca desvalorizou as preocupações e garantiu que os EUA têm “muito mais munições do que qualquer outro país no mundo” e “muito mais do que precisam”. A administração Trump lembra ainda que as indústrias de defesa dos EUA estão a produzir armamento a “níveis recorde”.

EUA não têm reservas suficientes de mísseis para sustentar uma (nova) guerra em grande escala contra o Irão, avisa militar norte-americano

No campo dos mísseis usados nos sistemas de defesa aérea, as forças armadas dos EUA usaram quase 80% dos mísseis THAAD, também designados como mísseis intercetores, na guerra contra o Irão, avança a CNN, que cita várias fontes familiarizadas com o tema. No Pentágono, aumenta a preocupação devido ao facto de os stocks destes mísseis estarem agora num nível “perigosamente baixo”.

Também já foram usados 50% dos stocks dos mísseis de defesa aérea Patriot, que são usados pela Ucrânia.

Segundo as fontes consultadas pela CNN, os baixos níveis dos stocks destes dois tipos de mísseis estiveram entre os motivos pelos quais os assessores militares da Casa Branca convenceram o presidente dos EUA, Donald Trump, a adiar um grande ataque planeado contra o Irão no passado fim de semana. Isto porque estes mísseis são considerados essenciais para defender as bases norte-americanas na região do Golfo.

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais estima que os Estados Unidos possuíam cerca de 2.200 mísseis Patriot e 452 mísseis THAAD antes do início da guerra com o Irão.