A justiça de Marrocos está a investigar 86 pessoas por suspeitas de terem estado envolvidas na organização das travessias migratórias irregulares que provocaram a crise migratória dos últimos dias em Ceuta, noticia o El País.
Segundo o El Mundo, os tribunais marroquinos já condenaram onze pessoas — de Tetuão — a penas de prisão até seis meses e multas até mil euros pela participação na organização e nos incidentes relacionados com a crise migratória em Ceuta. Nove dessas onze pessoas foram condenadas por “facilitar a saída clandestina de marroquinos e/ou estrangeiros”. Outras duas pessoas foram condenadas por cometer delitos relacionados com o uso de meios eletrónicos.
Um total de 34 pessoas foram indiciadas pelo Ministério Público da província de Tetuão, no norte de Marrocos, por delitos incluindo organização de travessias irregulares, transporte de passageiros sem licença, transporte de um número de passageiros superior à lotação da embarcação, permanência ilegal no país, insultos e agressões contra membros das forças de segurança, desobediência e destruição deliberada de bens e instalações públicas.
Por outro lado, outras 52 pessoas foram indiciadas na província de Nador, por delitos relacionados com as tentativas de entrar em Melilla.
Segundo a Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH), citada pela imprensa espanhola, as 52 pessoas chamadas à justiça em Nador encontram-se em prisão preventiva sem terem sido ainda totalmente informadas das acusações que pendem sobre elas.
A notícia surge numa altura em que o Governo marroquino tem sido acusado de ter afrouxado o controlo fronteiriço para colocar pressão sobre a Europa. O Executivo nega ter tido qualquer influência na crise migratória e, de acordo com o El País, já veio manifestar a sua “deceção” com as reações europeias e acusar alguns responsáveis europeus de “instrumentalizar” a crise.
A investigação ao espião português suspeito de vender segredos à Rússia é inesperadamente confrontada com uma vida dupla. Tem relações com várias mulheres do leste, é frequentador de bares de alterne e striptease e é ainda presença habitual em reuniões da maçonaria. Ao mesmo tempo, os serviços secretos norte-americanos querem montar uma armadilha à “toupeira” no interior do SIS. Já pode ouvir o segundo episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor” no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]