Ainda antes de revelar o novo A2, que será o eléctrico mais acessível e eficiente da Audi, denominado A2 e-tron, o construtor alemão assumiu que o pequeno SUV utilitário a bateria chegará ao mercado em Outubro de 2026. Mais ainda, a Audi revelou que o A2 oferecerá potências de 190, 231 e 326 cv. A isto alia uma bateria com 61 kWh e uma autonomia de 476 km.
O pequeno A2 não é uma novidade para a marca, uma vez que o primeiro surgiu entre 2000 e 2005, assumindo-se como um pequeno SUV com menos de 4 metros, mas extremamente leve ao recorrer a um chassis em alumínio, com o mesmo material ligeiro a ser utilizado nos painéis da carroçaria.
Para alimentar o motor eléctrico montado no eixo traseiro, a Audi recorre a uma bateria com 61 kWh, com uma química fosfato de ferro-lítio (LFP), a preferida dos construtores chineses, porque é mais barata, ao não possuir cobalto ou níquel — os metais que a fazem mais cara. Mas, mais importante do que as baterias é a eficiência, com o Audi A2 a anunciar 12,8 kWh de consumo aos 100 km, reclamando para o seu B-SUV o consumo mais baixo de todos os seus modelos a bateria, como aliás seria de esperar por este ser o mais pequeno, com cerca de 4,2 m de comprimento, ou seja, próximo das dimensões do VW ID.3.
Para se constatar a eficiência do A2 e-tron, basta comparar o consumo da versão mais acessível e mais económica, aquela equipada com o motor de 190 cv e a bateria LFP com 61 kWh brutos (58 kWh úteis), cujo consumo em WLTP (o sistema europeu) é de 12,8 kWh, enquanto nos mais pequenos VW ID. Polo (4,05 m) e ID. Cross (4,15 m) é de 14,1 kWh/100 km e de 14,4 kWh/100 km, respectivamente. Mesmo o ID.3, com um comprimento similar (4,26 m), mas substancialmente mais baixo, anuncia 15,4 kWh/100 km, o que torna o A2 com potência e bateria similares 16,8% mais eficiente.
Com uma autonomia próxima de 480 km para a versão mais acessível, as vantagens do A2 e-tron em matéria de eficiência devem-se ao facto de montar o mais recente motor eléctrico do Grupo VW, o APP350. Este, entre outros argumentos, recorre a semicondutores de carbeto de silício (silicon carbide) que, substituindo os tradicionais chips nos inversores dos carros eléctricos, garantem mais 5% a 10% de autonomia eléctrica, reduzindo ainda a dimensão, o peso e a necessidade de um maior sistema de refrigeração.
Simultaneamente, o novo A2 e-tron recorre ainda a alguns trunfos para optimizar a aerodinâmica, do splitter frontal sob o pára-choques ao spoiler na traseira do tejadilho, passando por cortinas activas que fecham a entrada de ar para refrigeração sempre que esta não é necessária. Isto permite ao modelo anunciar um Cx de 0,24, uma boa eficiência aerodinâmica para um SUV do segmento B, uma vez que até o ID. Polo, com somente 4 metros de bitola, reivindica um Cx de 0,26.
Além da versão mais acessível do A2 e-tron, com 190 cv, que poderá ser encomendada a partir de Outubro, para chegar às mãos dos clientes no final de 2026 ou no início de 2027, o Audi A2 e-tron será igualmente proposto com 231 cv ou com 326 cv, sempre com um só motor atrás. Todas as versões possuirão uma arquitectura de 400V, sendo construídas sobre a plataforma MEB+, a mais recente e optimizada para modelos de menor dimensão do Grupo VW.
O novo Audi A2 e-tron sucede, no final de 2026, ao A2 original, que foi produzido entre 2000 e 2005. Então, o pequeno B-SUV possuía um chassis em alumínio e uma carroçaria no mesmo material, pesando apenas 830 kg, mas revelando um custo particularmente elevado. O novo A2, que pesa 1900 kg, destina-se a competir com o Volvo EX30 e até com o VW ID.3, devendo vir a ser proposto por um valor próximo dos 33.000€.