Existe um mercado para SUV enormes, com três filas de bancos e capacidade para sete adultos, que é pouco representativo na Europa, mas decididamente tem maior destaque nos EUA, onde os veículos king size são muito frequentes. No mercado europeu, o Q9 que a Audi agora lança vai bater-se com o BMW X7 e o Mercedes GLS, com o Audi a ser o mais comprido dos três rivais germânicos, o que lhe poderá conferir alguma vantagem, uma vez que possui comprimento e distância entre eixos similares ao Audi A8 Longo.

O novo Q9 é proposto na Europa somente com motor turbodiesel mild hybrid, em que a unidade principal é o 3.0 V6 TDI a gasóleo com 299 cv, ainda que em alguns mercados surja uma segunda versão desta mesma unidade motriz, mas com 245 cv. Para reduzir (ligeiramente) o consumo, o V6 TDI tem acoplada uma unidade eléctrica a 48V, com 24 cv, o que lhe permite anunciar 7,4 l/100 km de média em WLTP. Para os EUA, a Audi vai enviar o Q9 com motorização a gasolina, a mesma que já surge no Q7, um 2.9 V6 com 435 cv, estando igualmente previsto o mais desportivo dos Q9, o SQ9, que recorre ao 4.0 V8 biturbo da marca com 599 cv.

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As dimensões do Q9 tornam-o fácil de distinguir dos restantes SUV de grande porte da marca, respectivamente o Q7 e Q8, com uma frente em que sobressai um novo tipo de grupos ópticos e uma também nova assinatura luminosa. Os painéis laterais não são desprovidos de curvas, uma vez que os guarda-lamas alargados lhe conferem um ar mais musculado, com a traseira a ser bastante vertical, para optimizar o espaço na terceira fila de bancos e na mala.

Por dentro, o Q9 oferece três enormes ecrãs, com um painel de instrumentos em frente ao condutor, um segundo como ecrã central e o terceiro bem em frente do passageiro. Os bancos são sofisticados, de construção e de aspecto, com o SUV a ser proposto com assentos para sete ou seis ocupantes, sendo esta última configuração obviamente a mais luxuosa e… opcional. O ambiente a bordo, além do espaço a rodos, usufrui ainda de um sistema Hi-Fi da Bang & Olufsen, com 22 altifalantes e uma potência de 1360 watts.

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Com suspensão pneumática e quatro rodas direccionais, o Q9 deverá ser capaz de fazer esquecer as suas reais dimensões e peso — para cima de 2,6 toneladas —, um valor elevado, mas em linha com o X7 e o GLS, ainda que estes rivais sejam mais pequenos. E as rodas traseiras direccionais (podem virar até 5º) vão certamente tornar o Q9 mais ágil e até divertido de conduzir, melhorando o comportamento tanto a baixa velocidade como a alta. O que é importante, tanto mais que a versão TDI com 299 cv é capaz de atingir 240 km/h e franquear a barreira dos 100 km/h em apenas 6,5 segundos.