A Câmara do Cartaxo iniciou a reabilitação do posto territorial da GNR do concelho, num investimento de 449 mil euros para corrigir problemas de degradação exterior e melhorar a eficiência energética do edifício, afirmou esta terça-feira o presidente do município.
Em declarações à Lusa, João Heitor explicou que a obra resulta de um contrato de cooperação interadministrativo celebrado entre o município, a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e a Guarda Nacional Republicana (GNR), através do qual o Estado assegura um financiamento de 500 mil euros e a autarquia fica responsável pela execução e fiscalização da empreitada.
“O edifício, do ponto de vista exterior, tinha muitos problemas e patologias. Do ponto de vista da eficiência energética era muito mau”, afirmou o autarca.
Segundo João Heitor, a antiguidade do imóvel e a ausência de intervenções de fundo ao longo dos anos levaram à degradação progressiva da infraestrutura, com infiltrações que afetaram os espaços interiores.
“Todas essas infiltrações vinham a degradar aquelas instalações de uma forma muito significativa”, referiu.
A intervenção, com um valor base de 448.581,35 euros, acrescido de IVA, incidirá na reabilitação dos telhados, fachadas e vãos, permitindo resolver os problemas de proteção do edifício e melhorar as condições de utilização.
O presidente da Câmara adiantou que os trabalhos têm um prazo de execução de 90 dias.
Ainda de acordo com o autarca, a empreitada permitirá eliminar infiltrações e criar condições para futuras melhorias no interior do posto, algumas das quais já foram realizadas, mas acabavam por ser afetadas pela degradação da envolvente exterior, contemplando também a remoção de coberturas em fibrocimento existentes no edifício.
“Havia ali espaços que já estavam em condições bastante degradadas”, reconheceu João Heitor, salientando que a intervenção contribuirá para proporcionar melhores condições aos militares da GNR e aos cidadãos que recorrem ao posto.
O autarca ressalvou, contudo, que o estado do edifício não comprometia a capacidade operacional da força de segurança.
“Não acredito que tivessem dificuldade em fazer o seu trabalho, mas as condições do edifício não seriam as mais simpáticas para os seus utilizadores”, declarou.