Os pedidos de asilo na União Europeia diminuíram 22% em maio em comparação com o mesmo mês de 2025, com a Venezuela como principal país de origem dos requerentes e a Itália o Estado-membro mais solicitado.

Segundo o serviço de estatística europeu, o Eurostat, em maio houve 42.525 requerentes de asilo que solicitaram, pela primeira vez, proteção internacional na União Europeia (UE), “uma diminuição de 22% em comparação com maio de 2025 (54.765) e de 2% face a abril de 2026 (43.360)”.

Registaram-se igualmente 8.050 requerentes subsequentes, um valor quase igual ao verificado em maio de 2025 (8.075), mas 12% inferior ao registado em abril de 2026 (9.150).

Em maio, os venezuelanos constituíram o maior grupo de pessoas a solicitarem asilo na UE (4.465), seguidos pelos afegãos (3.425), bangladechianos (2.860) e sudaneses (1.690), uma ordem idêntica à que se tinha verificado em abril.

Entre os Estados-membros que receberam o maior número de pedidos de asilo pela primeira vez, a Itália surge em primeiro lugar, com 10.660 pedidos, seguida de Espanha (7.945), França (7.180) e Alemanha (5.965).

No total, estes quatro países representam 75% de todos os pedidos de asilo que se registaram na UE em maio. Portugal registou apenas 105 pedidos nesse mês.

O Eurostat refere ainda que em maio houve 945 menores não acompanhados que pediram pela primeira vez asilo na UE, a maior parte provenientes da Somália (205), Sudão (110), Afeganistão (95), Egito (85) e Venezuela (40).

A maior parte destas crianças pediu asilo na Alemanha (220), Países Baixos (195), Grécia (135), França (80) e Espanha (75).