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“Ainda vamos ter semanas pela frente de elevada complexidade”, declarou nesta terça-feira o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi acompanhado pelo ministro da Administração Interna numa visita à sede da Proteção Civil, em Carnaxide, para um ponto de situação sobre os incêndios.

“Constatamos mais uma vez que estamos em elevado risco, o que impõe a todos deveres de cuidado para podermos diminuir, tanto quanto possível, o impacto dos incêndios em Portugal”, disse Luís Montenegro aos jornalistas, à saída.

“Este tem sido mais um ano duro”, reconheceu, notando que “nem sequer exclusivo do nosso território”. “É um fenómeno que tem vindo a ocorrer um pouco por toda a Europa.”

O primeiro-ministro explicou que, em Portugal, “todas as forças do dispositivo — que é o maior de sempre — estão preparadas para poder acudir a todas as necessidades”.

Depois de deixar um “reconhecimento público” às forças de combate no terreno, Luís Montenegro avisou que “ainda estamos num período de grande risco”. “Ainda vamos ter semanas pela frente de elevada complexidade”, declarou. “Mas temos conseguido diminuir, na medida possível, o que poderia ser o efeito de tantas ocorrências.”

O primeiro-ministro revela que o ano de 2026, até ao momento, “tem em termos de área ardida uma diminuição muito significativa, em cerca de quatro vezes face ao ano passado”.

Luís Neves “tem feito um trabalho absolutamente extraordinário”

Questionado sobre se a polémica à volta de Luís Neves possa ter dificultado o trabalho do ministro da Administração Interna, Luís Montenegro afirmou que o ministro “tem feito um trabalho absolutamente extraordinário”.

No domingo, na rentrée do PS, em Olhão, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o primeiro-ministro de estar “desligado da realidade”, criticando a ausência de referências à saúde no discurso em Quarteira, “apontando quatro promessas eleitorais que não foram cumpridas”.

Esta terça-feira, Montenegro respondeu a Carneiro, afirmando que anda “na rua todos os dias, sem exceção”. “Temos de estar perto de todos e estamos perto de todos”, afirmou. “Não estamos aqui para alimentar o picante da vida política.”

[Após horas de perseguição, falsas paragens e tentativas de fuga, Frederico Carvalhão Gil chega finalmente ao insuspeito Café Number One, em Roma. A toupeira do SIS está novamente cara a cara com o espião russo Sergey Pozdnyakov — desta vez sob o olhar atento de quase três dezenas de inspetores portugueses e italianos. A ordem para avançar só chega depois de os dois agentes fazerem uma troca. Mas apesar das provas, Carvalhão Gil vai negar todas as acusações. Já está disponível o quarto episódio do novo Podcast Plus “A Vida Dupla do Espião Traidor”. Pode ouvir no site do Observador, no Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]