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O Presidente norte-americano, Donald Trump, reafirmou esta sexta-feira que o líder russo, Vladimir Putin, “não tem intenção de atacar” um país da NATO, após Berlim acusar Moscovo de enviar um drone com explosivos para o aeroporto de Leipzig.

“Eu falo com ele. Conheço-o muito bem. Putin não tem intenção de atacar território da NATO”, disse o Presidente dos Estados Unidos, em declarações à imprensa na Sala Oval da Casa Branca.

Na noite de 4 de agosto, um drone carregado com explosivos foi encontrado na área de operações de carga do aeroporto de Leipzig, próximo de vários aviões de carga ucranianos, e um segundo aparelho terá atingido pouco depois um avião da transportadora DHL.

Alemanha. Drone com explosivos encontrado perto de avião ucraniano no aeroporto de Leipzig

Dez dias depois, os investigadores encontraram um terceiro drone num campo em Kabelsketal, no estado da Saxónia-Anhalt, junto à zona ocidental do aeroporto.

Novo drone possivelmente armado com explosivos detetado perto do aeroporto de Leipzig. É o terceiro este mês

Na passada segunda-feira, o Governo alemão responsabilizou a Rússia pelo “ataque híbrido” e anunciou o encerramento do consulado russo em Bona a partir de 18 de setembro, além de, entre outras medidas, cancelar o contrato que permite o funcionamento do centro cultural Casa Rússia em Berlim e convocar o embaixador russo em Berlim para o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Quase um mês depois, Alemanha acusa Rússia de ataque híbrido no aeroporto de Leipzig e responde com medidas diplomáticas

Em resposta, o Kremlin (presidência russa) classificou como vazias e infundadas as acusações das autoridades alemãs sobre o envolvimento de Moscovo e anunciou que vai encerrar todas as filiais do Instituto Goethe no país.

No final de agosto, Trump já tinha afastado qualquer intenção de Putin de atacar um país da NATO.

A posição surgiu pouco depois de uma visita a Moscovo do diretor dos serviços de informações norte-americanos (CIA), John Ratcliffe, que Trump classificou como “quase de rotina”.

O Wall Street Journal e a estação CBS noticiaram, a partir de fontes não identificadas próximas do assunto, que a viagem teve como objetivo transmitir um aviso à Rússia para que não atacasse países da NATO, no âmbito de um suposto plano de testar a solidez da aliança.

O Kremlin negou o desenvolvimento de planos contra um membro da organização transatlântica, embora acuse os países europeus de seguirem uma política agressiva em relação a Moscovo.