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Islândia protesta por aparecer sob cores dos Estados Unidos em mapa de Trump

O Presidente norte-americano publicou uma imagem da Islândia com a bandeira dos EUA. A ministra dos Negócios Estrangeiros islandesa considera a ação de Trump "totalmente inaceitável".

epa12062984 Iceland's Foreign Minister Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir talks during a press conference after a meeting of foreign ministers from the Nordic-Baltic Eight (NB8) in Allinge, Bornholm, Denmark, 29 April 2025. The NB8 cooperation are the three Baltic countries Estonia, Latvia, and Lithuania as well as the five Nordic countries Iceland, Norway, Sweden, Finland, and Denmark.  EPA/Thomas Traasdahl  DENMARK OUT
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▲"Ficou claro na reunião que a publicação era totalmente inaceitável", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros islandesa

Thomas Traasdahl/EPA

▲"Ficou claro na reunião que a publicação era totalmente inaceitável", disse a ministra dos Negócios Estrangeiros islandesa

Thomas Traasdahl/EPA

A Islândia convocou o embaixador dos Estados Unidos em Reiquiavique depois de o Presidente Donald Trump ter divulgado um mapa com o país coberto com as cores norte-americanas, anunciou esta terça-feira a diplomacia islandesa.

“Ficou claro na reunião que a publicação era totalmente inaceitável”, disse à televisão pública RÚV a ministra dos Negócios Estrangeiros islandesa, Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir, citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Um porta-voz do Ministério disse à agência France-Presse (AFP) que a reunião com o embaixador Billy Long se realizou na segunda-feira.

Trump publicou na rede social de que é proprietário um mapa que mostra os Estados Unidos, o Canadá, a Gronelândia e a Islândia cobertos pela bandeira norte-americana.

As cores dos Estados Unidos aparecem também sobre México, Cuba, República Dominicana, Jamaica, Antilhas Francesas e outras ilhas das Caraíbas.

O Presidente norte-americano, que costuma publicar este tipo de mensagens, não acrescentou qualquer legenda à publicação, de acordo com a AFP.

Horas antes, Trump tinha sugerido na mesma rede social que o estado norte-americano do Novo México devia mudar o nome para “Nova América”, em linha com a reivindicação sobre o “Golfo da América”.

Reiquiavique já tinha pedido anteriormente explicações a Washington após ter sido divulgado que Long, candidato de Trump a embaixador no país nórdico, afirmara estar preparado para ser “o governador do 52.º estado”.

Long, que acabou por ser nomeado embaixador, pediu na altura desculpas, garantindo que tinha sido uma brincadeira em privado.

A Islândia, independente desde 1944, não tem exército e depende, em termos de defesa, da NATO e de um acordo bilateral assinado com os Estados Unidos em 1951.

As pretensões insistentes de Trump sobre a Gronelândia, território autónomo dinamarquês, abalaram algumas certezas quanto à relação entre os dois países, sem no entanto a colocar em causa.

Trump já confundiu várias vezes a Islândia com a Gronelândia, cuja costa se situa a menos de 300 quilómetros de distância.

A 29 de agosto, os islandeses rejeitaram retomar negociações de adesão à União Europeia, no que foi entendido como uma opção pela solução que mistura a integração económica europeia e atlantismo em matéria de defesa.

A Islândia participa no mercado único através do Espaço Económico Europeu.

Trump publicou o mapa em causa no meio de cerca de uma centena de mensagens colocadas na sua conta durante o fim de semana prolongado do Dia do Trabalhador.

O Presidente norte-americano publicou cerca de 60 mensagens ao longo de domingo e 37 em 10 horas na segunda-feira, de acordo com uma contagem da AFP, recorrendo frequentemente a imagens geradas por inteligência artificial.

Além das reivindicações territoriais, Trump encenou-se a receber George Washington no Salão Oval da Casa Branca (presidência) ou, vestido de jogador de hóquei, a ameaçar o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, com tacos de hóquei.

Ao propor também renomear o Novo México como “Nova América”, motivou uma resposta dura de um dos seus críticos mais virulentos, o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

“Cala-te!”, intimou Newsom também nas redes sociais, citado pela AFP.

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