O presidente do Chega, André Ventura, voltou a negar, esta terça-feira, que a vandalização do gabinete do partido na Assembleia da República tenha sido uma encenação. “A violência não pode ser aceite”, afirmou o líder partidário, lembrando que “a sede do partido [em Évora] ardeu três vezes no mesmo mês e houve ameaças colocadas diretamente dentro de gabinetes” do Chega.
Em declarações aos jornalistas, em Loures, o presidente do Chega acusou os adversários políticos de levarem este assunto “para a palhaçada” — atacando diretamente o Livre e o PSD. “Estão muito preocupados e sempre a lançar suspeitas sobre o Chega. Eles têm é de ter provas”, disse André Ventura.
“Os problemas de saúde fui eu que inventei, o incêndio fomos nós a provocar, se me puserem uma faca nas costas fui eu que provoquei”, lamentou André Ventura, assinalando que é “disparate atrás de disparate”.
“Acham que os deputados do Chega fazem ameaças contra si próprios?”, questionou, recordando a ameaça que colocaram no seu gabinete na Assembleia da República (num papel que dizia “bomba”) no dia em que o presidente do Parlamento ucraniano, Ruslan Stefanchuk, visitou o Parlamento.
CPI a Luís Neves. Chega vai votar a favor da iniciativa do JPP
Questionado sobre a votação do Chega em relação ao requerimento a propor uma comissão de inquérito sobre a atuação de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária (PJ) — que será votado esta quarta-feira — André Ventura garantiu que o partido que lidera votará a favor. Ventura voltou a criticar o ministro da Administração Interna, assegurando que “não tem sido transparente”. “Luís Neves lançou o país na podridão.”
O presidente do Chega criticou o PS por querer “desviar o caos” e de não se “querer comprometer” neste caso. Atirando a José Luís Carneiro, André Ventura indicou que o secretário-geral socialista tem de “ganhar estômago, estrutura e coragem para enfrentar Luís Neves”.
Sobre o facto de o presidente da Assembleia da República ter forçado algumas alterações à comissão de inquérito potestativa do Chega em relação a Luís Neves, André Ventura sublinhou que o partido “tem os mandatos, os votos e os deputados” para constituir uma CPI e salientou que José Pedro Aguiar-Branco está a tentar “bloquear essa iniciativa”.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]