O Comité para a Proteção de Jornalistas (CPJ) anunciou esta quinta-feira que 19 palestinianos mortos pelo Exército israelita que anteriormente tinha identificado como jornalistas eram, afinal, militantes do Hamas ou participantes no combate. Após esta atualização dos dados, o CPJ afirma que as Forças de Defesa de Israel já mataram 191 palestinianos que trabalhavam como jornalistas ou nos media desde o início da guerra em Gaza.

“A precisão e a credibilidade da investigação do CPJ são fundamentais para a nossa missão”, afirmou a diretora executiva Jodie Ginsberg num comunicado citado pela Associated Press. “Baseamos as nossas decisões exclusivamente no facto de os indivíduos corresponderem ou não às nossas definições do que consideramos ser um jornalista, e não na filiação ou nas opiniões de cada um, nem em resposta a pressões ou intimidações por parte de qualquer governo ou grupo de interesse.”

O CPJ, sediado em Nova Iorque, tem como prática atualizar os seus números com base em novas informações que obtenha. Segundo a agência de notícias norte-americana, retirou outros três palestinianos da sua lista porque não conseguiu comprovar o seu papel como jornalistas e acrescentou seis casos, incluindo dois jornalistas israelitas mortos no ataque do Hamas de 7 de outubro. A organização sem fins lucrativos afirma que, mesmo após a atualização dos dados, estes revelam que as forças israelitas foram responsáveis por “de longe a maioria dos homicídios de jornalistas e profissionais dos meios de comunicação social em todo o mundo desde 2023”.

[Dois meses após o desaparecimento, e já depois de o genro, Raymond Quendoz, lhes ter anunciado que ia divorciar-se dela, os Silva Pais recebem finalmente notícias da filha. Annie está bem. Recusa dar detalhes sobre o seu paradeiro mas há cada vez mais evidências de que fugiu do marido para se juntar à revolução cubana. E, se isso aconteceu, uma coisa é certa: Annie tem de ter tido a ajuda e o aval do próprio Fidel Castro. Resta apenas saber porquê. Já pode ouvir o segundo episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]