O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) já pagou mais de 15.000 milhões de euros aos seus beneficiários até esta quarta-feira, segundo o último relatório de monitorização.

De acordo com o documento da Estrutura de Missão Recuperar Portugal, foram pagos 15.061 milhões de euros, o que equivale a 69% do valor contratado e do aprovado.

Só na última semana foram pagos mais 194 milhões de euros.

Com os maiores montantes recebidos continuam a aparecer as empresas (5.417 milhões de euros), as entidades públicas (2.986 milhões de euros) e as autarquias e áreas metropolitanas (2.452 milhões de euros).

Seguem-se as entidades públicas (1.611 milhões de euros), as escolas (658 milhões de euros), as instituições do ensino superior (591 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (513 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (447 milhões de euros) e as famílias (385 milhões de euros).

Por sua vez, as aprovações de projetos estão em 25.144 milhões de euros, abaixo dos 25.146 milhões de euros anteriormente reportados.

A liderar estão as aprovações de projetos as empresas (9.014 milhões de euros), seguidas pelas entidades públicas (4.749 milhões de euros) e pelas autarquias e áreas metropolitanas (4.684 milhões de euros).

Destacam-se ainda as empresas públicas (2.589 milhões de euros).

Abaixo disto estão as instituições do ensino superior (998 milhões de euros), as escolas (991 milhões de euros), as instituições da economia solidária e social (885 milhões de euros), as instituições do sistema científico e tecnológico (734 milhões de euros) e as famílias (500 milhões de euros).

Até quarta-feira, o PRR recebeu 544.990 candidaturas, sendo que 514.570 foram analisadas.

Já as candidaturas aprovadas fixaram-se em 408.654, menos 14 face à semana anterior.

Em 28 de agosto, o ministro da Economia confirmou, em Lisboa, que o PRR estava totalmente executado, cumprindo o prazo acordado com Bruxelas.

“Estão totalmente concluídas as 44 reformas. Portugal executou plenamente o seu PRR”, afirmou, na altura, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, em conferência de imprensa, em Lisboa.

O governante indicou que Portugal cumpriu 100% dos marcos e metas do PRR, estando garantidos os mais de 16.000 milhões de euros de subvenções.

No entanto, o titular da pasta da economia apontou que a componente dos empréstimos, que ronda os 5.500 milhões de euros, também será totalmente executada, “salvo algum imprevisto”.

O PRR destina-se a implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela Covid-19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.