Após o Ministério Público ter acusado Nuno Rebelo de Sousa no caso das gémeas por ter utilizado o nome do pai, Marcelo Rebelo de Sousa emitiu uma breve nota no site do seu gabinete a lembrar que “nos termos da Constituição, ninguém está acima da própria Constituição e da Lei, a justiça é independente no exercício da sua função e deve tratar em pé de igualdade todos os cidadãos.” A mensagem é simples: o seu filho Nuno — com quem confirma não falar há três anos — tem de ser julgado como qualquer outro cidadão.
Minutos depois, enquanto chegava de um passeio, o antigo chefe de Estado era apanhado pelas televisões à chegada a casa, de roupa informal e boné branco na cabeça. Começou por dizer que já tinha escrito tudo o que tinha a dizer, repetindo o que chamou de “três princípios básicos”: “Em primeiro lugar, nos termos da Constituição, ninguém está acima da própria Constituição ou da Lei; segundo, a justiça é independente; terceira: que deve tratar de forma igual, em pé de igualdade, todos os cidadãos. Cidadãos portugueses e os que vivem em Portugal.”
Marcelo acabaria por confessar que se prolonga a “situação dolorosa” que existe “há três anos” entre ele e o filho Nuno Rebelo de Sousa. Acabava, assim, por validar que continua sem falar com o filho: “Não vou neste momento falar disso. Seria, neste momento, estar a recordar aquilo que disse há três anos [que não fala com o dr. Nuno Rebelo de Sousa], seria objetivamente muito desagradável.”
Sobre se está disponível a colaborar no processo, Marcelo Rebelo de Sousa disse ainda que “todos os portugueses têm a obrigação de ajudar a justiça.”