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O Presidente russo, Vladimir Putin, assinou, esta segunda-feira, um decreto que aumenta, pela quarta vez este ano, o número autorizado de militares nas forças armadas, para 1,55 milhões de efetivos, mais 15.500.

O decreto não apresenta justificação para o aumento nem especifica como serão preenchidas as novas vagas.

“O efetivo autorizado das forças armadas russas está fixado em 2.441.630 membros, dos quais 1.550.500 são militares“, indica o documento.

Putin já tinha assinado documentos que aumentavam o efetivo do exército em março, junho e julho deste ano.

O aumento acumulado desde março chega a 47.860 militares.

A Ucrânia acusou repetidamente a Rússia de preparar uma nova mobilização militar, algo que Vladimir Putin classificou de “desinformação”.

A última vez que Putin ordenou uma mobilização de reservistas foi em 2022, após uma série de reveses militares russos no campo de batalha na Ucrânia.

A ordem de Putin surge numa altura em que tanto a Rússia como a Ucrânia sofrem perdas crescentes na guerra na Ucrânia, que dura há mais de quatro anos e meio.

Os avanços russos no campo de batalha abrandaram este ano, uma vez que a utilização generalizada de drones na frente de combate torna quase impossíveis os movimentos rápidos e em massa das tropas.

O comandante do III Corpo do Exército ucraniano, Andrí Biletski, anunciou esta segunda-feira a recuperação de 176 quilómetros quadrados de território no norte da região de Donetsk.

De acordo com Biletski, a reconquista do território enquadrou-se no âmbito da “Operação Vivaldi”, na qual a Ucrânia terá infligido às forças russas cerca de “duas mil baixas e capturado 250 prisioneiros”.

As autoridades de Moscovo ainda não se referiram a estas declarações do Exército ucraniano sobre a região de Donetsk.

Paralelamente, os últimos ataques russos contra a Ucrânia fizeram oito mortos, disse o Governo de Kiev no domingo.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia – além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte, bloco de defesa ocidental).

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]