O primeiro-ministro, Luís Montenegro, regressa na quarta-feira à escola da sua juventude para falar de integridade e anticorrupção, numa iniciativa que junta governantes, magistrados e especialistas em debates com estudantes de todo o país durante três dias.
Mais de 250 escolas públicas e privadas dos ensinos básico e secundário vão receber, entre quarta e sexta-feira, a iniciativa Dias da Integridade e Anticorrupção, anunciou esta terça-feira o Governo.
Promovido pelos ministérios da Educação e da Justiça e pelo Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC), o objetivo é promover “a reflexão sobre valores fundamentais para a formação de cidadãos responsáveis” no âmbito da Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
Uma das primeiras aulas estará a cargo do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que regressa à Escola Básica e Secundária Dr. Manuel Laranjeira, em Espinho, na quarta-feira, para falar aos estudantes a partir das 10h15.
Dedicadas à ética, integridade e prevenção da corrupção, as aulas vão chegar a cerca de 40 mil alunos e serão orientadas por mais de 200 palestrantes voluntários, além de 19 convidados.
Além do chefe do Governo, entre os convidados estão também a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e os seus secretários de Estado, Gonçalo da Cunha Pires e Ana Luísa Machado, o presidente do MENAC, José Mouraz Lopes, o bastonário da Ordem dos Advogados, João Massano, e o diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro.
“Esta é a concretização da maior e mais alargada ação de sensibilização alguma vez realizada na área da integridade, transparência e prevenção da corrupção em contexto escolar”, sublinham o Governo e o MENAC, num comunicado conjunto.
Além das sessões dinamizadas durante os três dias, o MENAC vai disponibilizar ‘online’ materiais pedagógicos para apoiar as escolas e os professores na abordagem dos temas, de forma estruturada e adequada aos diferentes níveis de ensino.
A intenção é que os Dias da Integridade e Anticorrupção marquem o princípio de “uma nova fase da construção de uma cultura de integridade e transparência em Portugal”.
Com uma bolsa de mais de 300 palestrantes, os organizadores sublinham que a adesão e disponibilidade dos voluntários “superou as expectativas iniciais” e garantem que aqueles que não puderam participar em sessões nesta fase serão convidados a participar em iniciativas futuras.