O Arsenal do Alfeite terá um “novo modelo gestionário e operacional” que passará por uma parceria entre a entidade pública idD Portugal Defence e a italiana Fincantieri, anunciou esta quarta-feira o Ministério da Defesa Nacional, assegurando que não haverá despedimentos.

Esta posição consta de uma nota do Governo dirigida aos trabalhadores do Arsenal do Alfeite e enviada à comunicação social, depois de o ministro da Defesa, Nuno Melo, ter estado reunido esta quarta-feira com a administração e a comissão de trabalhadores da empresa.

No âmbito dos empréstimos europeus SAFE, Portugal vai adquirir à italiana Fincantieri três fragatas de nova geração, negócio que inclui investimentos no Arsenal do Alfeite, estaleiro naval da Marinha que atravessa há anos dificuldades financeiras graves.

De acordo com o Governo, a iniciativa europeia SAFE “permite consolidar uma parceria estratégica com Itália, com o seu Estado e a sua indústria, e edificar a revitalização do Arsenal materializada através de uma joint venture da idD Portugal Defence S.A. [holding do Estado português responsável por gerir as participações na área da Defesa] com a Fincantieri, S.p.A.”.

“Acometerá à joint venture concretizar a revitalização, executar o investimento e a capacitação do estaleiro, bem como promover a formação, qualificação das pessoas e sua subsequente operação, por subconcessão do Estado”, lê-se no comunicado.

O Ministério adianta que a transição do Arsenal do Alfeite, S.A. “para o novo modelo gestionário e operacional será realizada ao longo de um período de aproximadamente um ano, no qual serão postos em marcha os processos conducentes à revitalização”.

“Não se prescindirá de um único posto de trabalho. Esta revitalização é estruturada para proteger os trabalhadores. O conhecimento, a experiência e as competências existentes são fatores que justificam o investimento e a aposta no futuro do Arsenal, reforçando a sustentabilidade do estaleiro e visando proporcionar perspetivas de futuro mais sólidas para todos os que nele trabalham”, garante o executivo.

Esta parceria, acrescenta o Governo, assegurará “investimento, mais tecnologia, maior capacidade industrial e mais oportunidades de qualificação e formação especializada para os trabalhadores, preservando e valorizando o conhecimento e as competências do Arsenal”.

A Marinha Portuguesa “continuará a ser o cliente prioritário e a sustentação, manutenção e a prontidão operacional dos seus meios navais continuará a constituir o núcleo central da atividade desenvolvida no estaleiro”, lê-se na nota.

O Governo realça que a Armada “está em pleno ciclo de transformação, a incorporar novos meios navais, tecnologicamente mais avançados e mais exigentes”, que requerem “novas capacidades de manutenção, novas infraestruturas, novos meios e mais espaços de docagem, maior incorporação tecnológica e mais elevados níveis de qualidade”.

“Queremos que a manutenção destes novos meios navais permaneça em Portugal e continue a ser desenvolvida neste estaleiro. Para que isso seja possível, é necessário aumentar a capacidade produtiva do Arsenal”, é acrescentado na nota.

Em dezembro do ano passado, em resposta a perguntas da agência Lusa, os italianos da empresa Fincantieri manifestaram-se disponíveis para “investimentos significativos” no Arsenal do Alfeite, envolvendo os estaleiros e empresas portuguesas na produção dos navios.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]