O deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, retomou esta quinta-feira o seu mandato na Assembleia da República após um mês de pausa por motivos pessoais.

Durante o último mês, o bloquista foi substituído pela dirigente do BE Andreia Galvão, que já tinha ocupado o cargo no ano passado para substituir Mariana Mortágua.

Numa publicação na rede social Facebook, Fabian Figueiredo escreve que retoma esta quinta-feira o mandato após uma pausa motivada por “motivos pessoais”.

O deputado elogia Andreia Galvão, considerando que o partido foi representado “de forma competente, dialogante e combativa” no último mês, e realça que o partido viu aprovada uma proposta para a constituição de uma comissão de inquérito ao processo de digitalização da correção dos exames nacionais.

Com a proposta de Orçamento do Estado para 2027 perto de dar entrada no parlamento, Fabian Figueiredo lembra que o custo de vida continua a aumentar, seja na alimentação ou na habitação.

O deputado faz ainda referência ao processo que decorre na especialidade sobre projetos que visam alterar a lei da autodeterminação de género, considerando que os partidos à direita “insistem em retirar direitos às pessoas LGBTI+, apesar dos apelos da ONU e da oposição frontal das comunidades científica e académica”.

Durante o mês em que esteve ausente do parlamento, o deputado partilhou num artigo no jornal Expresso um testemunho pessoal sobre a sua infância, que foi marcada por episódios de violência familiar.

Fabian Figueiredo é sociólogo, tem 37 anos e é um dos principais dirigentes do BE, integrando a Mesa Nacional, Comissão Política e Secretariado.