O presidente do Parlamento sueco voltou, esta sexta-feira, a confiar à líder dos social-democratas a missão de formar governo, quase três semanas depois das eleições legislativas.

“Após as conversas que conduzi, decidi confiar a Magdalena Andersson, presidente do Partido Social-Democrata, a missão de retomar as consultas exploratórias”, para formar o Executivo, declarou Andreas Norlén, presidente do Parlamento, em conferência de imprensa.

Na segunda-feira, Andersson tinha desistido de formar governo devido à falta de acordo entre os partidos de esquerda e de centro. Desde as eleições de 13 de setembro que a Suécia enfrenta uma indefinição política.

Passaram mais de duas semanas desde as eleições legislativas, ganhas por uma estreita margem pelo campo social-democrata liderado por Magdalena Andersson.

A contagem dos votos demorou vários dias, dada a pequena diferença entre a esquerda e o partido do primeiro-ministro conservador Ulf Kristersson (176 lugares para a esquerda contra 173 para a direita).

Confirmada a vitória, o presidente do Parlamento sueco, Andreas Norlén, encarregou Magdalena Andersson de formar governo.

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No entanto, a líder social-democrata, de 59 anos – que ocupou brevemente o cargo de primeira-ministra entre 2021 e 2022 – não conseguiu conciliar até ao momento os centristas e a esquerda na mesma aliança.

O presidente do Parlamento dispõe de quatro tentativas para a formação do governo. Se a quarta tentativa falhar, devem ser convocadas novas eleições – uma perspetiva muito impopular.

Quando o país enfrentou este tipo de situações, após as eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar governo, e 134 dias em 2018.